Bolsas

Câmbio

Juros futuros curtos fecham em queda nesta quarta-feira

Nova frustração com dados de atividade pressionou para baixo os juros futuros de curto prazo nesta quarta-feira, enquanto a alta dos "yields" (retorno ao investidor) dos Treasuries - títulos do Tesouro americano - após a decisão de política monetária nos EUA tirou as taxas de médios e longos prazos das mínimas do dia.


As oscilações ocorreram com a atenção dos investidores voltada para a votação do parecer da reforma da Previdência, na comissão especial que analisa o projeto na Câmara dos Deputados.O clima foi tenso, com a sessão sendo suspensa algumas vezes. Em meio a pressões, o relator do projeto, deputado Arthur Maia (PPS-BA), chegou a alterar parecer, permitindo regras mais brandas de aposentadoria para agentes penitenciários, mas voltou atrás.


A expectativa é que a votação seja concluída ainda hoje. O presidente da comissão especial, Carlos Marun (PMDB-MS), disse estar confiante na aprovação do parecer também no plenário.


No mercado, há algum consenso de que um adiamento provocaria ajuste de alta nos juros, mas sem alarde, já que o cenário que se desenha ainda é de votação no plenário da Câmara em maio. "Conforme vão chegando as datas de votação, a tendência é o mercado melhorar, uma vez que o cenário-base é de aprovação", diz Renato Botto, da Absolute Investimentos.


Entre os vencimentos mais curtos, o DI julho de 2017 foi dos mais negociados nesta sessão, com 148.610 contratos até o momento. O mercado movimentou esse vértice após a produção industrial de março ter caído mais que o esperado ante fevereiro, reforçando avaliação de que a retomada será muito gradual - o que daria espaço para o Banco Central seguir cortando os juros.Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI julho/2017 caía a 10,583% ao ano (10,610% no ajuste anterior).


O DI janeiro/2018 recuava a 9,400% (9,440% no ajuste anterior). A taxa para janeiro/2019 cedia a 9,280% (9,310% no último ajuste).


Já o DI janeiro/2021 operava estável, a 9,920%, depois de revisitar a máxima do dia, de 9,950%, após a decisão do Federal Reserve (Fed, BC americano). A interpretação foi que o BC americano não descartou voltar a subir juros no encontro do comitê de junho. Os membros do Fed avaliaram ainda que o gasto do consumidor continuou sólido, que o investimento empresarial se fortaleceu e que a inflação tem operado "perto" da meta.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos