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Dólar vai à máxima em dois meses com turbulência nas commodities

A queda das commodities ao menor patamar desde agosto pressionou todo o bloco de divisas correlacionadas às matérias-primas, o que ajudou a catapultar o dólar à máxima em dois meses frente ao real.


Ainda assim, a moeda doméstica performou melhor que alguns de seus pares. Segundo operadores, mesmo esperada, a vitória do governo ontem ao conseguir a aprovação do texto-base da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara emitiu um sinal positivo.


O parecer do relator Arthur Maia (PPS-BA) foi aprovado por 23 votos a 14. O governo esperava pelo menos 22 votos. Embora positivo, o resultado já era esperado pelo governo e pelo mercado. Ainda levará pelo menos duas ou três semanas até que a proposta seja votada em plenário, passo que antecede a ida do texto ao Senado Federal. Até lá, o governo pretende construir uma base de pelo menos 320 parlamentares por meio da negociação de cargos e convencimento. Na Câmara, são necessários pelo menos 308 votos para aprovação da PEC.


Mas hoje foi o cenário externo que deu o tom nos negócios aqui. Investidores se desfizeram de uma série de moedas emergentes e/ou relacionadas às commodities, em meio ao tombo de quase 5% dos preços do barril do petróleo, diante dos riscos de aumento de oferta. Tanto o Brent quanto o WTI caíram ao menor patamar desde o fim de novembro. Já o índice CRB de matérias-primas tocou o piso desde o começo de agosto.


A alta dos juros dos Treasuries ajudou a manter o dólar demandado. O mercado passará por outro teste amanhã, quando serão divulgados números do mercado de trabalho dos EUA referentes a abril. Se os dados do "payroll" vierem mais fortes que o esperado, é esperada nova rodada de alta dos "yields" dos títulos do Tesouro dos EUA, movimento que manteria a trajetória ascendente da moeda americana.


No fechamento, o dólar interbancário subiu 0,73%, a R$ 3,1824 - máxima desde 9 de março (R$ 3,1950).


No mercado futuro, o dólar para junho avançava 0,60%, a R$ 3,2060.

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