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Ibovespa cai quase 2% puxado por commodities

A forte queda das commodities no mercado internacional está ofuscando, nesta quinta-feira (4), o alívio dos investidores com a aprovação do projeto de reforma da Previdência Social na comissão especial da Câmara dos Deputados incumbida de analisar o tema.


Seguindo a derrocada do minério de ferro, o setor de siderurgia e mineração, que tem um peso de 10,06% no índice Bovespa, exibe o pior desempenho da bolsa. A Petrobras também acompanha a baixa do petróleo em meio a preocupações de que os estoques do combustível nos Estados Unidos estão caindo em ritmo mais lento do que o esperado.


O Ibovespa perdia 1,93%, com 64.820 pontos, às 13h59, enquanto o dólar comercial avançava 0,89%, a R$ 3,1873 e os juros futuros subiam.


Depois de o minério de ferro desabar 5,1%, para US$ 65,20 a tonelada, no mercado à vista da China - maior consumidor mundial do minério -, a CSN ON recuava 5,92%, enquanto a Usiminas caía 5,66%. Cemig PN (-6,01%), Eletrobras ON (-5,09%) e MRV ON (-5,05%) completavam as maiores quedas do horário.


Empresas do segmento de consumo brilhavam na Bovespa.A Ambev subia 2,42%, para R$ 19,01, na maior alta do Ibovespa. Apesar da redução de 20,4% no lucro líquido da companhia nos três primeiros meses deste ano ante o mesmo período de 2016, para R$ 2,199 bilhões, por causa da recessão no país, o aumento do volume de cerveja vendida no país e o ganho de market share da Ambev nesse intervalo de tempo estão alimentando expectativas de uma retomada quando a economia reacelerar.


Entre as maiores altas do horário estavam Ultrapar ON (1,46%), Cielo ON (1,35%), Qualicorp ON (0,40%) e Embraer ON (0,20%).


Câmbio


As moedas de emergentes lideram as perdas nos mercados globais na sessão desta quinta-feira. Embora não tenha o pior desempenho da sessão, o real está incluído no grupo de desvalorizações mais acentuadas.


O aumento das apostas de uma elevação de juros na próxima reunião do Federal Reserve afasta os investidores dessas praças. O ambiente externo conta ainda com forte queda nos preços das commodities, como a baixa de quase 4% do petróleo e o recuo de 5% do minério de ferro, limitando o possível efeito das novidades domésticas no câmbio.


Por aqui, o dólar comercial subia 0,92% às 14h08, a R$ R$ 3,1883, após avançar até a máxima de R$ 3,1894 durante a manhã. O contrato futuro para junho, por sua vez, ganha 0,80%, a R$ 3,213, tendo subido a R$ 3,2120.


Em sua decisão de política monetária, o banco central americano avaliou como transitório o fraco crescimento econômico no primeiro trimestre e destacou o fortalecimento do mercado de trabalho. De acordo com cálculos do CME Group, a curva de juros americana embute agora chance de 78,5% de uma alta nos Fed Funds em junho.


Juros


O mercado de renda fixa é direcionado nesta quinta-feira pelo ambiente global pouco favorável a emergentes. A desvalorização das commodities e a iminência de um aperto monetário nos Estados Unidos mantêm os investidores na defensiva, resultando assim no avanço nos juros futuros.


Por volta das 14h10, o DI janeiro de 2018 sobe a 9,440%, ante 9,410% no ajuste anterior, e o DI janeiro de 2019 avança a 9,370%, ante 9,310% na mesma base de comparação. O DI janeiro de 2021, por sua vez, opera a 10,050%, ante 9,960%.


O movimento reflete o avanço dos juros dos Treasuries e o aumento de apostas de aumento de juros nos Estados Unidos em junho. Em sua decisão de política monetária ontem, quando manteve taxas entre 0,75% e 1%, o banco central americano avaliou como transitório o fraco crescimento econômico no primeiro trimestre e destacou o fortalecimento do mercado de trabalho, sinalizando que o caminho está sendo pavimentado para novo aumento de juros.


As novidades da cena doméstica, principalmente a aprovação da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara, ajudam a aliviar parte da pressão, mas são, em boa medida, ofuscadas pelo efeito externo.

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