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Rio pede mesada de R$ 8 milhões a Temer para reforçar segurança

O secretário de Estado de Segurança Pública do Rio, Roberto Sá, solicitou ao governo de Michel Temer (PMDB) R$ 8 milhões mensais que seriam suficientes para colocar cerca de 1.300 policiais em 17 áreas integradas, melhorando o policiamento de batalhões e delegacias.


"Eu apresentei este número para mostrar que a crise fiscal atrapalha a nossa rotina de prestação de serviço público. Apresentei como pedido, não sei se é possível. Com R$ 8 milhões ao mês eu consigo, com recursos próprios, restabelecer um nível mais adequado de segurança", disse Cruz em entrevista a jornalistas.


Foi uma solicitação, segundo ele, para que o secretário nacional de segurança pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública, general Carlos Alberto Santos Cruz e o presidente da República avaliem a melhor alternativa entre aportar o recurso ou enviar contigente das Forças Armadas.


"Mesmo que se chegue a conclusão que é mais vantajoso enviar o recurso do que enviar tropa, a liberação de recursos tem um mecanismo burocrático também", ponderou o secretário nacional, afirmando que ainda não há uma decisão final.


Em visita ao Rio, Cruz, que assumiu o cargo há duas semanas, afirmou que a vontade do governo federal é de dar o "melhor apoio possível" ao Estado do Rio de Janeiro. "O que vai ser feito agora está sendo discutido com a secretaria de Segurança. Existem medidas que são da área de estruturação e outras da área operacional", afirmou Sá a jornalistas. O detalhamento tem que ser verificado de acordo com a lista de necessidades apresentada pelo Estado.


O secretário nacional afirmou que o governo federal está à disposição do Rio de Janeiro e poderá oferecer até 350 homens das Forças Armadas para reforçar a segurança na cidade. O secretário ponderou, no entanto, que tanto a disponibilidade da verba solicitada quanto o envio de mais homens é algo burocrático, que demanda tempo.


O Rio de Janeiro tem atualmente 125 homens das forças armadas que estão fazendo segurança na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e Palácio Guanabara. O ministério da Justiça informou ontem o envio de mais 100 a partir desta quinta-feira. "Provavelmente, vai ser mais que isso", disse.


O secretário estadual afirmou na entrevista que qualquer medida pontual é considerada paliativa. "Não dispenso qualquer ajuda. Nós temos que rediscutir políticas criminais", afirmou. Sá acrescentou que as Unidades de Políticas Pacificadoras (UPPs) foram "ousadas demais".


"Talvez estejamos pagando caro demais por esta tentativa de levar paz a todas as áreas, inclusive a estas áreas mais carentes", afirmou, reiterando que o governo estadual está fazendo um levantamento sobre as UPPs.

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