Bolsas de NY fecham em alta após 'payroll' e somam ganhos na semana

Depois de uma sequência de sessões impactadas por dados econômicos mais fracos que o esperado nas duas maiores economias do mundo, a semana terminou em bonança nos mercados globais.


Após ajustes, o Dow Jones fechou em alta de 0,26%, a 21.006,94 pontos, o S&P 500 avançou 0,41%, a 2.399,29 pontos, resultado cheio de significados: foi a máxima do dia e também o maior patamar de fechamento da história. O Nasdaq também ultrapassou o topo ao subir 0,42% para 6.100,75 pontos.


Na semana, o Dow Jones acumulou alta de 0,32%, o S&P 500 teve ganho de 0,63% e Nasdaq se valorizou 0,88% no período.


No S&P 500, nove entre 11 setores terminaram o dia em alta. A maior ajuda para o índice alcançar o novo recorde veio dos papéis de energia, que subiram 1,58%. E em seguida, da área de matérias-primas, com avanço de 1,42%.


No Dow Jones, as maiores ajudas para o índice de "blue chips" voltar ao patamar dos 21 mil pontos vieram de DuPont, Verizon e Apple, que ganharam, respectivamente, 2,98%, 1,77% e 1,66%.


Entre as baixas, a queda de 2,51% das ações da IBM chegou a segurar o Dow Jones no negativo pela maior parte da sessão. Os papéis da gigante de tecnologia caíram após a Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, ter vendido um terço das ações que detém da companhia. Buffett afirmou ter reavaliado para baixo o valor da companhia em relação a seis anos atrás, quando começou a assumir posição acionária.


A perspectiva de eventual vitória do centrista Emmanuel Macron no segundo turno da eleição presidencial na França no domingo, a criação de empregos acima do projetado nos EUA em abril e a recuperação das commodities metálicas e do petróleo sustentaram altas generalizadas nas bolsas globais, levaram o S&P 500 e o Nasdaq a superar os recordes de fechamento e o Dow Jones a recuperar o nível psicológico dos 21 mil pontos.


Os EUA criaram 211 mil vagas em abril, segundo o 'payroll' - relatório sobre o mercado de trabalho americano - acima das expectativas dos economistas ouvidos pelo "The Wall Street Journal", de geração de 188 mil vagas no período. A taxa de desemprego também veio melhor do que o esperado, com leitura de 4,4%, frente à projeção de 4,6%. Os ganhos salariais vieram na margem, com alta de 0,27% expectativa de avanço de 0,3%.


Logo que saíram, os dados tiveram um impacto limitado sobre o movimento das ações, mas reforçaram a confiança dos investidores em relação à trasitoriedade dos recentes números fracos da economia americana, como um reflexo de fatores sazonais do primeiro trimestre.


Os contratos futuros dos Fed Funds, usados para apostas em relação à política monetária do Federal Reserve, chegaram a apontar uma probabilidade de 83% de uma elevação dos juros em junho logo após a divulgação dos dados, mas voltaram posteriormente aos níveis anteriores, de 78,5% de chance.


O dia também foi de recuperação do petróleo. O WTI subiu 1,5% e o Brent avançou 1,8%. As ações de energia espelharam a recuperação e lideraram os ganhos no S&P 500. A valorização da commodity ajudou a prover sustentação para os papéis de companhias ligadas às matérias-primas.

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