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Juros futuros fecham semana pré-IPCA com viés de baixa

A primeira semana de maio foi de intenso vaivém no mercado de DI, mas acabou com as taxas em leve queda frente aos níveis do fim de abril. A aprovação do texto-base da reforma da Previdência em comissão especial da Câmara deu algum alento, embora não suficiente para anular pressão ditada pelo ambiente externo mais arisco.


"Já tem muita coisa precificada [no mercado de juros]. A aprovação do parecer nesta semana era o esperado. A questão agora é o que vem pela frente", diz o operador de renda fixa da Renascença Luis Laudisio.


Operadores relatam que a sessão desta sexta-feira foi "leve", com giro concentrado no "day trade". A semana que vem, porém, traz elementos com potencial para turbinar os volumes, especialmente por ajustes a apostas para a política monetária. IPCA e IGP-DI de abril, além de dados de vendas no setor varejista referentes a março, são os destaques. Não se descarta que o IPCA de 12 meses fique abaixo do centro da meta, de 4,5%, o que não ocorre desde agosto de 2010. Em 12 meses até março de 2017, o IPCA acumula acréscimo de 4,57%.


Hoje, o Bradesco informou revisão para 1,25 ponto percentual de sua estimativa para o corte da Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de maio. Antes, o banco esperava redução de 1 ponto. A instituição - bastante ativa em operações de tesouraria - cita que os indicadores econômicos recentes sustentam expectativa de declínios mais expressivos da meta Selic. "Temos observado continuidade das surpresas baixistas com a inflação corrente e também ganhamos convicção de que o comportamento prospectivo da inflação seguirá benigno", afirma em nota o departamento de pesquisa econômica do banco, chefiado por Fernando Honorato.


Na curva de juros, o mercado embute corte de cerca de 1,09 ponto percentual. Operadores explicam, porém, que essa precificação é o resultado líquido de uma série de apostas, inclusive de redução da Selic de 1,5 ponto.


Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro/2018 caía a 9,395% (9,440% no ajuste anterior).O DI janeiro/2019 recuava a 9,290% (9,350% no último ajuste).E o DI janeiro/2021 cedia a 9,960% (10,010% no ajuste de ontem).

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