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Venda de veículos cai em abril, mas Anfavea crê em "estabilização"

(Atualizada às 12h40) Com menos dias úteis, abril foi um mês ruim para a indústria automobilística. Com volume de 156,9 mil veículos emplacados, as vendas do mês passado representaram uma queda de 3,7% na comparação com o mesmo mês do ano passado.


Mesmo assim, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores(Anfavea) mostrou otimismo. O presidente da entidade, Antonio Megale, destacou que abril teve o mesmo número de dias úteis que fevereiro, um total de 18 dias. No entanto, no mês passado, o volume de licenciamentos em abril superou o de fevereiro, quando foram vendidas 135,7 mil unidades.


No acumulado do ano, também houve queda de 2,4% no volume de emplacamentos, num total de 628,9 mil unidades.


"A tendência é de estabilização, mas ainda não chegamos lá", disse Megale. Segundo ele, com mais dias úteis, maio deve ser um mês de fortes vendas para o setor.


Produção


A produção de veículos continua em ritmo acelerado. Em abril saíram das montadoras do país 191 mil unidades, crescimento de 11,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado.


Com 774,3 mil unidades, a produção de veículos no Brasil avançou 20,9% no acumulado até abril. "Ainda temos ociosidade nas fábricas, mas a tendência é de melhora", disse o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale.


O presidente da Anfavea lembrou a recente reunião com o presidente Michel Temer, na qual 15 presidentes de montadoras estiveram presentes. "Nossa intenção é construir o futuro do setor automotivo", destacou. Segundo o dirigente, a organização do setor vai atrair investimentos mais robustos e seguros. Na discussão com o governo, a ideia é montar uma política industrial para o setor, com previsibilidade até 2030.


A chamada agenda automotiva prevê a recuperação da base de fornecedores, o desenvolvimento de tecnologias com índice de nacionalização, evolução das relações trabalhistas, evolução da eficiência energética, com metas de longo prazo, pesquisa e desenvolvimento de engenharia, segurança e inspeção veicular, logística e tributação.


No caso dos tributos, Megale destacou que as montadoras não pedem redução de impostos, mas a simplificação tributária. Segundo ele, o número de pessoas envolvidas nos cálculos de tributação nas empresas equivale quase a 80% do que existe nas equipes que cuidam do desenvolvimento de novos veículos.


Exportação


As exportações da indústria automobilística registrou, no acumulado do ano, o embarque de 221,6 mil veículos, o que gerou divisas de US$ 3,8 bilhões. O valor representou um aumento de 57,7% na comparação com o mesmo quadrimestre de 2016. Hoje, de cada três veículos produzidos no país um segue para o mercado externo.


"O resultado traz números fortes que nos ajudam a diminuir a ociosidade nas fábricas", disse Megale. As montadoras de automóveis operam hoje com ociosidade de 55%. No segmento de caminhões, a ociosidade chega a 80%.


Emprego


O nível de emprego na indústria de veículos não sofreu grandes alterações nos últimos meses. Mas é ainda 8,8% menor do que há um ano. Além disso, dos 103,1 mil trabalhadores no setor atualmente, 10,28 mil estão nos programas que preveem redução de jornada ou afastamento do local de trabalho.


"As empresas estão analisando as medidas do governo e a perspectiva de recuperação econômica para normalizar o quadro efetivo", disse Megale.


Em abril, o nível de estoques de veículos novos na indústria manteve-se mais ou menos estável em relação a março, com 220 mil unidades, volume suficiente para 42 dias de vendas.


Por outro lado, o aumento do ritmo da média diária de vendas anima os dirigentes das montadoras em relação à expectativa de retomada. Em abril, a média diária de veículos que passaram pelos órgãos de trânsito para emplacamento subiu 7% na comparação com o mesmo mês de 2016. Foram 8.700 por dia no mês passado e 8.147/dia há um ano.

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