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Dólar atinge a máxima desde janeiro de olho no exterior e nas reformas

O dólar começou a semana dando sequência à sua gradual, mas constante, trajetória de alta recente. A moeda fechou com ganho de 0,68%, a R$ 3,1964, maior patamar desde 19 de janeiro. Na máxima, marcou R$ 3,2054.


O ganho da moeda foi influenciado pelo ambiente externo, onde o dólar ganhou força em um amplo movimento de realização de lucros, após os resultados esperados da eleição francesa. Os juros dos Treasuries em alta deram impulso extra à divisa, uma vez que ampliaram o diferencial de juros reais dos EUA ante outros países.


Do lado doméstico, o foco dos investidores segue voltado para a reforma da Previdência. Amanhã serão votados dez destaques do projeto aprovado na semana passada em comissão especial.


A segunda semana de maio deve trazer ainda mais discussões sobre os planos do Banco Central para os US$ 4,435 bilhões em swaps que vencem no começo de junho. Até o momento o BC não anunciou cronograma de rolagens. Em abril, a autarquia informou apenas no dia 13 (quinta-feira) o início na semana seguinte da rolagem integral dos US$ 6,389 bilhões que venceriam no início de maio.


Chama atenção, porém, que no dia 13 de abril o dólar fechou a R$ 3,1463, 1,57% mais fraco que a taxa de encerramento desta segunda-feira. Para Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora, a pressão sobre o dólar pode se intensificar até o fim da semana caso o BC não sinalize o plano para as rolagens.


"Tudo indica que o BC vai fazer nova rolagem integral de swaps. Se não fizer, pode gerar pressão na moeda", diz.

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