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Juros futuros operam em leve alta de olho no exterior

Os juros futuros operam em leve alta na manhã desta segunda-feira. O ritmo da sessão é ditado, principalmente, pela cena externa. Os agentes financeiros receberam, com algum alívio, a confirmação de que o centrista Emmanuel Macron foi eleito o novo presidente da França. O resultado, entretanto, já era amplamente aguardado e tem pouco efeito positivo nos ativos. Por outro lado, outros sinais de alerta, como a desaceleração da economia da China, sustentam as taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI).


Às 10h55, o DI janeiro 2018 marcava 9,415%, ante 9,395% no ajuste anterior, e o DI janeiro de 2019 operava a 9,310%, ante 9,290% na mesma base de comparação. Já o DI janeiro de 2021 subia a 9,990%, ante 9,950%.


O prêmio de risco exigido pelos investidores se mantém estável ante os últimos dias, como mostra a chamada inclinação da curva de juros. A diferença entre o DI janeiro de 2021 e o DI janeiro de 2019 segue em 0,67 ponto percentual, igual ao valor registrado nos últimos três fechamentos.


Na cena doméstica brasileira, o mercado segue apostando numa antecipação do ciclo de flexibilização monetária. Como mostra o Boletim Focus, os analistas esperam agora que a Selic fique em 8,50% em outubro, não mais em dezembro como era estimado até a semana passada.


Em geral, a expectativa para a reunião do Copom no fim deste mês continua a ser de queda de 1 ponto percentual, para 10,25% ao ano. Para os próximos encontros, são estimados dois cortes de 0,75 ponto (não mais 0,50 ponto) em julho e setembro, com um movimento final de 0,25 ponto em outubro.


Ao marcar 8,50%, a Selic permaneceria nesse nível até o fim de 2018, segundo as expectativas do Focus.


No Boletim Focus, chama a atenção dos agentes financeiros o ajuste para cima na inflação esperada para 2018. A previsão no mercado para o IPCA em 2018 subiu para 4,39%, ante 4,30% na semana anterior. Já para este ano, o IPCA estimado caiu para 4,01%, ante 4,03% na leitura anterior. Este é o primeiro movimento de elevação nas projeções desde que as estimativas para 2018 começaram a cair no começo de abril. Sendo assim, operadores atribuem parte do avanço nos DIs a esta mudança.


Ao longo da semana, as discussões devem ganhar novos elementos, com a divulgação de indicadores de atividade e inflação. Entre os destaques, estão o IPCA e o IGP-DI de abril, além de dados de vendas no setor varejista referentes a março.


As atenções se concentram ainda no andamento da reforma da Previdência.

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