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Deputados reclamam de comissão da Previdência a portas fechadas

A reunião da comissão especial de Previdência Social foi aberta em meio a discussão entre deputados. Depois passaram a debater os destaques ao texto-base que trata de mudanças nas regras de concessão de aposentadorias e pensões no país, aprovado na semana passada. Deputados reclamam que reunião está fechada e foi cercada pela polícia para evitar invasões.


A discussão ficou concentrada na invasão dos agentes penitenciários à comissão especial na semana passada, no dia da votação do parecer do deputado Arthur Maia (PPS-BA). Inicialmente, o parecer de Maia previa a concessão de aposentadoria especial para os agentes penitenciários e socioeducativos, porém, o benefício foi retirado do texto.


Para explicar a mudança, o relator argumentou que muitos disseram que votariam contra o parecer, pois os agentes penitenciários tinham invadido o Ministério da Justiça no dia anterior. A matéria deve ser apresentada e discutida em plenário.


O presidente da comissão especial, Carlos Marun (PMDB-MS), destacou que a "coerção a parlamentares é inaceitável e isso está se transformando em regra", ao defender o esquema de segurança de hoje ao redor e dentro da Câmara para evitar uma nova invasão. "O que aconteceu na quarta-feira foi grave e hoje tomando medidas excepcionais para garantir o voto", afirmou.


Na avaliação do deputado Pepe Vargas (PT-RS), "não é correto" manter as portas trancadas. Para ele, o regimento da Casa não está sendo cumprido e a reunião deveria ser suspensa. "Não estamos em Estado de sítio para cercar aqui de polícia e impedir que as pessoas entrem", disse.


O deputado Júlio Lopes (PP-RJ) chegou a chamar os deputados de demagogos e afirmou que ouviu que alguns teriam incitado os manifestantes a invadir a comissão na semana passada. Marun disse que o assunto será apurado e, se confirmado, poderá ser aberta uma representação contra o parlamentar.


Depois da declaração, deputados disseram que Lopes, citado na Operação Lava-Jato, não poderia fazer esse tipo de acusação. "Não tenho constrangimento nenhum de ter sido citado. Isso nada tem haver com minha posição e votos", afirmou.


Assista o debate na comissão ao vivo:



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