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Expectativa de corte nos juros anima empresas de consumo no Ibovespa

Animadas pelas perspectivas de baixa na taxa de juros,as empresas dos setores imobiliário e de consumo são destaque do Ibovespa no pregão desta terça-feira (9). Às 13h37, o principal índice da bolsa registrava alta de 1,32%, para 66.391 pontos. Mas osinvestidores continuam atentos ao início da votação dos destaques do texto-base da reforma da Previdência Social na comissão especial da Câmara dos Deputados.


Nesta terça, a Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que o IGP-DI registrou uma queda de preços de 1,24% em abril, a maior baixa desde o início da série histórica, em janeiro de 1998. Esse número reforça a aposta majoritária do mercado de que o Banco Central tende a reduzir a Selic em um ponto percentual no final deste mês, favorecendo as empresas que dependem do mercado consumidor interno e reduzindo o peso do endividamento corporativo de forma geral.


A Ecorodovias ON lidera as altas do horário, com valorização de 6,09%. A empresa reverteu um prejuízo no primeiro trimestre de 2016 para um lucro de R$ 97,7 milhões no mesmo período deste ano, 10% acima das projeções do banco de investimentos BTG Pactual. A empresa ganhava 5,98%, para R$ 9,92.


A Companhia Paranaense de Energia, conhecida como Copel, disparava 5,92%, depois de a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) homologar o valor da indenização de R$ 667,6 milhões para a empresa cobrir os investimentos nas redes de transmissão que não foram remunerados pelos antigos contratos de concessão.


A operadora de planos de saúde Qualicorp ON subia 5,13%.


As siderúrgicas também se beneficiavam da elevação de 1%, para US$ 60,75 a tonelada, do minério de ferro na China, que é o principal consumidor mundial do metal. A Gerdau PN disparava 3,59%.


Completando os cinco principais destaques positivos do Ibovespa no horário, a JBS ON subia 3,46%.


Dólar


O mercado doméstico de câmbio volta a mostrar resiliência nesta terça-feira, ao manter uma valorização moderada desde o começo do dia. A despeito da instabilidade nas commodities, a moeda brasileira registra o melhor desempenho dentre uma lista de 33 divisas globais. O movimento segue, num ritmo pouco mais positivo, a recuperação em outros emergentes, a exemplo do peso mexicano.


Por volta das 13h50, o dólar comercial recuava 0,34%, cotado a R$ 3,1854.O contrato futuro para junho, por sua vez, cai 0,53%, a R$ 3,2005, após cair até R$ 3,1990.


O operador Cleber Alessie Machado Neto, da H.Commcor, aponta que o nível do dólar no Brasilestá elevado se comparado ao intervalo recente de negociação. No entanto, ainda é contido na comparação com a desvalorização de outros emergentes.


Para ele, as posições mais defensivas ante os riscos domésticos já foram tomadas. "Qualquer despontada do dólar no curto prazo deve vir do exterior, a não ser que haja um grave revés do cenário doméstico", afirma.


Há percepção entre profissionais de câmbio de que as negociações entre Planalto e Legislativo acerca da reforma da Previdência ainda devem se arrastar, limitando variações mais acentuadas no câmbio. Após a votação dos destaques, a proposta segue para o plenário da Câmara e, para ser aprovada, necessita do apoio de, pelo menos, 308 deputados.


O tom do mercado é uma confiança cautelosa com a tramitação da reforma, que afeta a expectativa sobre a rolagem dos contratos de swap cambial. Na avaliação do diretor da Wagner Investimentos, José Faria Junior, não há senso de urgência para que o BC inicie o processo do alongamento dos prazos dos contratos, que servem de hedge no câmbio. No começo do mês que vem, vencem US$ 4,435 bilhões em swap cambial.


Juros


Os sinais de inflação fraca no país seguem alimentando o debate sobre a trajetória da Selic. Um dia antes da divulgação do IPCA de abril, a chance de uma intensificação no ritmo de corte na taxa básica de juros, para 1,25 ponto percentual, tem ligeiro avanço. A curva de juros precifica uma probabilidade entre 30% e 40%. Com isso, os juros futuros, principalmente de vencimentos mais curtos, operam em baixa na manhã desta terça-feira.


Por volta das 13h50, o DI janeiro de 2018 caía a 9,345%, ante 9,400% no ajuste anterior, e o DI janeiro de 2019 recuava a 9,190%, ante 9,270% na mesma base de comparação.


Amanhã, o destaque é o IPCA do mês passado. A inflação oficial deve voltar a ficar abaixo da meta estabelecida pelo BC, depois de 86 meses de oscilações acima do nível de 4,5%. No acumulado em 12 meses, o IPCA deve ter cedido a 4,11%, conforme a média de 19 projeções colhidas pelo Valor Data entre consultorias e instituições financeiras.


No mês, a inflação teria desacelerado de 0,25% em março para 0,16% em abril, o menor percentual desde 1994, quando começa a série disponibilizada pelo IBGE.


Entre vencimentos pouco mais longos, o DI janeiro de 2021 marcava 9,880%, ante 9,950% no ajuste anterior.

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