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Lucro da Telefônica Brasil cai 18% no 1º trimestre, a R$ 996 milhões

(Atualizada às 20h44) A Telefônica Brasil, dona da marca Vivo, registrou lucro líquido de R$ 996,2 milhões no primeiro trimestre de 2017, queda de 18,2% em relação a igual período do ano passado. Desconsiderada a venda de torres por R$ 338,9 milhões para a gestora Telxius, do mesmo grupo, ocorrida no primeiro trimestre do ano passado, o lucro líquido recorrente cresceu 13,3%, disse o diretor de finanças e de relações com investidores da companhia, Luiz Plaster.


A receita líquida cresceu 1,5%, atingindo R$ 10,59 bilhões no primeiro trimestre. Essa linha foi mais influenciada pela receita líquida móvel, que atingiu R$ 6,2 bilhões, avanço de 5% na comparação anual. A receita líquida do serviço fixo caiu 2,2%, para R$ 4,1 bilhões, sob influência do menor uso de voz.


O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês), de R$ 3,5 bilhões, ficou 7,2% menor que um ano atrás, enquanto a margem Ebitda diminuiu 3,1 pontos percentuais, para 33,2%. Novamente nessa linha, o Ebitda recorrente cresceu 7,3% e a margem Ebitda aumentou 1,8 ponto percentual, por conta da venda de torres que teve impacto nos custos e no Ebitda de R% 513,5 milhões.


Os custos operacionais tiveram aumento de 6,5% neste ano, chegando a mais de R$ 7 bilhões. Já os custos recorrentes caíram 1,1% também pela influência da venda dessas torres.


Plaster destacou que foi o quinto trimestre consecutivo de queda dos custos recorrentes. Mas o indicador vem desacelerando desde o primeiro trimestre de 2016, quando foi de 2%. Desde então, a cada resultado trimestral ficou na faixa de 1,8% e 1,9%, atingindo a menor taxa agora.


O diretor atribui a queda menor dos custos de janeiro a março à comparação com efeitos das sinergias pela integração da GVT e também porque a empresa investe na parte comercial. No médio e longo prazos ainda haverá sinergias, afirmou. Disse que também uma parcela grande de clientes ainda usa fatura física, o que acarreta custos. Nesse sentido, a empresa tem incentivado a migração para fatura digital, oferecendo 200 megabytes adicionais ao cliente que migrar.


As principais economias são com reestruturações organizacionais (-0,9% no trimestre) nos últimos anos, redução das tarifas de interconexão e sinergias em conteúdo de TV (-4,9%). Já as despesas de comercialização cresceram 4%.


Segmentos


Os negócios da Telefônica não relacionados a voz atingiram 63,3% do faturamento da companhia no primeiro trimestre, ante 52,1% há um ano.


A receita líquida fixa caiu 2,2% no período, para R$ 4,1 bilhões. Nessa rede, a receita de voz recuou 7,9% e a de interconexão cedeu 51,4%.


Já em banda larga, o crescimento foi de 11,4%. TV por assinatura ficou praticamente estável, com ligeiro avanço de 0,5%, para R$ 478,6 milhões.


No segmento móvel, a receita cresceu 4%, para R$ 4,64 bilhões. Também nesse caso, caíram a receita de voz (-31,6%), a interconexão (-23,6%) e a de aparelhos (-15,2%). Já os dados e serviços digitais cresceram 37%, para R$ 4,25 bilhões.


"Na rede fixa, a receita está caindo mais pela maturidade de voz", disse o diretor financeiro e de relações com investidores, Luis Plaster. Os clientes estão migrando para dados. A empresa, segundo ele, está tentando empacotar mais a voz nos planos de banda larga, que eventualmente incluem TV por assinatura.


No segmento móvel, 100% dos pacotes têm internet, voz e SMS, protegendo as perdas que teria com a voz isoladamente. Na área fixa ocorre processo semelhante, com 78% da voz presente em pacotes, disse Gebara.


Da receita de serviços móveis, dados representam 68,6%. No mix de dados móveis e banda larga fixa, o percentual é de 51,5%.


Acessos


A Telefônica ficou com 97,2 milhões de acessos no primeiro trimestre, estável durante um ano. Na área móvel, são 74 milhões de acessos (+1% no período), e na fixa 23,2 milhões (-3%).


Os acessos pós-pagos cresceram 8,2% na comparação anual, com 42% de participação de mercado, pelos cálculos da companhia. Segundo Plaster, agora os concorrentes estão também eliminando da base os chips inativos, como a Vivo já fez, e isso vai refletir melhor a realidade do mercado. A companhia tem incentivado a migração do pré-pago para o pós.


As adições líquidas no pós-pago somaram 435 mil no trimestre ante 185 mil há um ano. No período, a migração do pré-pago para controle cresceu 17%.


A receita líquida por usuário (Arpu) no serviço móvel passou de R$ 26,9 em 2016 para R$ 28 em 2017. Em dados, o crescimento foi de 35,8%, e em voz, houve queda de 31,1%.

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