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Apesar de queda no trimestre, Telefônica mantém meta de investimento

Após um recuo de 11% nos investimentos entre janeiro e março de 2017, na comparação com um ano antes, para R$ 1,33 bilhão, a Telefônica afirma ser cedo para falar em queda de gastos com bens de capital (capex) no ano como um todo.


Segundo o comando da companhia, "não há razão para pensar que a meta de capex não será atingida neste ano". A opinião é que é muito cedo para dizer se a meta de investimento será ou não cumprida.


A Telefônica calcula um aporte de R$ 24 bilhões no Brasil entre 2017 e 2019, com foco principalmente na expansão da cobertura da rede 4G e na ampliação da rede de fibra óptica.


A empresa pretende manter o nível de investimentos no Brasil perto de 19% da receita líquida - superior à média consolidada do grupo, que fica entre 16% e 17%.


Os investimentos em relação ao faturamento, no entanto, vem em tendência de queda. Em 2014, a relação entre investimento e receita operacional líquida, excluídos os custos com licenças de espectro, era de 20,9%. Em 2015, essa relação caiu para 19,7%. Em 2016 atingiu 18,8%. No primeiro trimestre de 2017 equivalia a 12,5%, mas os primeiros meses do ano costumam ser sazonalmente mais fracos em termos de aportes.


Oferta de dados e serviços digitais


A fragilidade econômica aumentou a dificuldade da Telefônica Brasil de negociar contratos no segmento corporativo no início de 2017. A queda do uso de voz tem sido mais pronunciada entre as empresas do que para o consumidor final, de acordo com a companhia.


Christian Gebara, vice-presidente de receitas da Telefônica, afirma que a companhia deve adotar, no segmento corporativo, uma estratégia semelhante ao da venda de produtos para a pessoa física, com a ampliação da oferta de dados e serviços digitais.


Para compensar a tendência de queda de consumo de voz, a empresa tem vendido o serviço como parte de pacotes e também tem elevado a oferta de dados nos planos.


A receita com voz recuou 7,9% no primeiro trimestre, na comparação com um ano antes, o que a Telefônica relaciona à maturidade do serviço e ao aumento do uso do celular como substituto ao telefone fixo.


A receita não-voz representou 55,2% da receita líquida nos três meses até março de 2017, alta de 3,9 pontos percentuais sobre um ano antes.


O foco da companhia no curto prazo é elevar a receita média por usuário (Arpu), tanto por meio da venda cruzada de produtos móveis e fixos quanto por iniciativas para garantir a lealdade do consumidor, como benefícios no segmento digital e bônus de dados. "No médio a longo prazo a empresa espera ser mais convergente", disse Gebara.

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