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BC perde R$ 91 milhões com atuação no câmbio até dia 5

O Banco Central (BC) registrou uma perda de R$ 91 milhões com as operações de swap cambial em maio até dia 5. Em abril, a perda foi de R$ 558 milhões. No ano, o BC ainda ganha R$ 5,328 bilhões. Em maio do ano passado, o BC tinha perdido R$ 3,054 bilhões. Em 2016, a conta de swaps foi positiva em R$ 75,562 bilhões, após perda de R$ 89,657 bilhões em 2015.


O swap cambial é um derivativo que relaciona as variações na taxa de câmbio com a taxa de juros em um determinado período. De forma simplificada, o BC é ganhador quando o dólar cai e perdedor quando a moeda americana sobe ante o real.


Os swaps não são feitos para o BC ter ganhos ou perdas, mas são uma forma de oferecer proteção cambial ao mercado e de prover liquidez em momentos de instabilidade, preservando as reservas internacionais.


O estoque de contratos, que já passou dos US$ 100 bilhões, está na linha dos US$ 18 bilhões. O BC rolou integralmente o lote que venceria em maio. Em junho vencem US$ 4,435 bilhões, e o BC ainda não acenou qual será a sua estratégia. Por ora, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, tem dito que o BC está confortável com o atual estoque de swaps.


No lado das reservas internacionais quando convertidas para reais, a perda agora em maio até o dia 5 foi de R$ 11,025 bilhões. Em abril, foi registrado ganho de R$ 5,917 bilhões. No ano, a conta é negativa em R$ 57,791 bilhões. Em 2016 a perda contábil foi de R$ 324,123 bilhões. Em 2015, com a alta do dólar, o ganho de variação cambial com as reservas tinha sido de R$ 260 bilhões.


As operações de swaps têm impacto fiscal, pois ganhos e perdas são contabilizados na conta de juros, com consequente reflexo no resultado nominal do setor público. Em 2015, a perda de swaps elevou o gasto com juro a 8,36% do PIB e puxou o déficit nominal a 10,22% do produto. Já em 2016, o ganho com essas operações ajudou a reduzir o gasto com juros a 6,49%, trazendo o déficit nominal para 8,98%. Agora em 2017, com a queda no estoque de swaps, as variações deixam de ser determinantes para o comportamento das variáveis fiscais que passam a refletir o crescimento do endividamento e o comportamento da taxa de juros e da inflação.

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