Ibovespa supera os 67 mil pontos com alta do petróleo

O Ibovespa superou os 67 mil pontos pela primeira vez desde 23 de fevereiro. O índice subiu 1,62% aos 67.350 pontos sustentando pela alta do preço do petróleo no mercado internacional e pela aprovação da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara dos Deputados, ontem. O giro financeiro ficou em R$ 6,4 bilhões, próximo à média diária do mês, que é de R$ 6,6 bilhões.


As ações da Petrobras subiram acompanhando o desempenho positivo do petróleo e, como juntas representam 8% da composição do Ibovespa, contribuíram para a alta do índice. "O rompimento da barreira dos US$ 46 por barril foi muito positivo para as ações da Petrobras", diz Ari Santos, gerente de mesa Bovespa da H.Commor DTVM.


As ações preferenciais da estatal tiveram alta de 4,17% e os papéis ordinários ganharam 3,16%. Os contratos futuros de petróleo WTI subiram 3,2% a US$ 47,33 o barril. Amanhã, a Petrobras deve anunciar o resultado financeiro do primeiro trimestre do ano após o fechamento do mercado. A expectativa é de que o prejuízo seja revertido e a companhia alcance lucro de R$ 3,3 bilhões, segundo analistas consultados pelo Valor.


Outro fator que pode estar ajudando na valorização do preço das ações da petroleira é o vencimento de opções sobre ações, na segunda-feira. "Tem muita gente que já está zerando a posição da Petrobras ou rolando o vencimento", diz Santos.


As ações do setor frigorífico também tiveram resultados positivos no pregão, puxadas pela Marfrig. Os papéis da empresa subiram 5,33%. Amanhã, a empresa também divulga o resultado financeiro do trimestre e os investidores estão otimistas com a possível abertura de capital da subsidiária Keystone, nos Estados Unidos. As ações da BRF tiveram alta de 3,52% e os papéis da JBS ganharam 3,62%. "As ações do setor tinham ficado atrasadas em relação à recente valorização do Ibovespa", diz Santos.


As ações do sistema financeiro fecharam em alta com destaque para as ações do Banco do Brasil, que subiram 2,93%. Os papéis do Itaú Unibanco ganharam 0,49% após o banco ter confirmado discussões em torno de aquisição de participação minoritária na XP Investimentos. Hoje, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) tornou público em sua página na internet, o pedido de registro de companhia aberta da XP Investimentos, protocolado ontem.


Outro destaque de alta foram as ações da BR Malls, que subiram 3,10%. A empresa anunciou na sexta-feira que fará uma oferta de 136,765 milhões de ações, com preço a ser definido após o procedimento de coleta de intenções de investimento. A informação movimentou o aluguel de ações do papel. Desde o dia 5 de maio, o volume de aluguel de ações, registrado na B3, aumentou 34%, passando de 32 milhões para 43 milhões. "Aumentou muito a demanda, mas está difícil conseguir doador dos papéis. Além disso, alguns doadores estão pedindo as ações de volta para poder participar da oferta, já que os atuais acionistas têm prioridade para participar", diz Guilherme Felipe, da mesa de BTC da XP Investimentos.


Entre as ações que divulgaram os resultados do primeiro trimestre, os papéis da Gerdau Metalúrgica subiram 3,90%, depois que a empresa informou que teve lucro líquido de R$ 275 milhões entre janeiro e março, revertendo assim o prejuízo apurado no primeiro trimestre do ano passado.


As ações da Telefônica Brasil subiram 2,14% após a empresa ter registrado crescimento de 1,5% das suas receitas no primeiro trimestre deste ano para R$ 10,59 bilhões. Os papéis da Sanepar subiram 1,80% depois que o lucro líquido da companhia ter crescido 11% nos três primeiros meses para R$ 160 milhões.


Já as ações da Equatorial tiveram a maior queda do Ibovespa, de 4,13%, após o lucro líquido despencar 64,4% no primeiro trimestre deste ano para R$ 49,4 milhões. As ações da Gafisa caíram 5,95 depois que a companhia informou que o lucro líquido no primeiro trimestre caiu 20,1% para R$ 170,9 milhões.


O depoimento do ex-presidente Lula ao juiz Sergio Moro não causou reflexos no mercado financeiro. Lula é réu na ação penal relacionada ao tríplex por supostos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A corrupção ativa cabe aos executivos da construtora OAS acusados do mesmo processo. A lavagem atribuída a Lula envolve o que seria uma ocultação de propriedade do imóvel localizado na praia das Astúrias, no Guarujá, em São Paulo.

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