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PF deflagra "Máquinas de Lama", contra fraudes em obras públicas

A Polícia Federal, a Controladoria Geral da União (CGU) e a Receita Federal deflagraram nesta quinta-feira (11) a quarta fase da operação Lama Asfáltica, denominada "Máquinas de Lama".


A investigação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa que desviou recursos públicos por meio do direcionamento de licitações, superfaturamento de obras públicas, aquisição fictícia ou ilícita de produtos e corrupção de agentes públicos. Os recursos desviados passaram por processos de ocultação da origem, o que configura lavagem de dinheiro.


Estão sendo cumpridos três mandados de prisão preventiva, nove mandados de condução coercitiva, 32 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de valores nas contas bancárias de pessoas físicas e empresas investigadas. As medidas estão sendo cumpridas em no Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, Nioaque, Porto Murtinho e Três Lagoas; e nas cidades de São Paulo (SP) e Curitiba (PR). Atuam na operação 270 policiais federais, servidores da CGU e da Receita Federal.


A nova fase da investigação decorre da análise dos materiais apreendidos em fases anteriores, cotejados com fiscalizações, exames periciais e diligências investigativas. Isso permitiu à força-tarefa aprofundar o conhecimento nas práticas da organização criminosa. Segundo os investigadores, há provas de desvios e superfaturamentos em obras públicas, com o direcionamento de licitações e o uso de documentos falsos a justificar a continuidade e o aditamento de contratos, com a conivência de servidores públicos.


Os valores repassados a título de propina eram justificados, principalmente, com o aluguel de máquinas - daí o nome desta fase, Máquinas de Lama. De acordo com a PF, essas negociações eram, em sua maioria, fictícias, com o propósito de dar uma aparência de origem lícita ao dinheiro.


Detectaram-se também novas motivações para o pagamento de propinas aos servidores públicos e a consequente tentativa de lavagem de dinheiro, dentre os quais a obtenção de benefícios e isenções fiscais.


Os prejuízos causados pelo grupo criminoso ao erário, levando-se em consideração os sobrepreços e desvios em obras públicas e as propinas pagas a integrantes da organização, são de cerca de R$ 150 milhões.

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