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Dólar fecha na mínima em um mês e retorna ao patamar de R$ 3,10

A semana começou positiva para os vendidos em dólar. A moeda americana cravou nesta segunda-feira sua quinta sessão consecutiva de baixa, série mais longa desde dezembro. No acumulado desse período, a desvalorização é de 2,81%, a mais intensa também desde o fim do ano passado.


A queda da cotação esfria debates sobre quando o Banco Central anunciará a rolagem de US$ 4,435 bilhões em swaps cambiais tradicionais que vencem no começo de junho.


Um profissional de tesouraria de um grande banco diz que as vendas de dólares dos últimos dias têm sido ditadas por "hedge funds" do exterior, que buscam aproveitar oscilações de curto prazo nos mercados. De fato, o dólar passou a perder força globalmente, em meio a renovadas dúvidas sobre a capacidade de Donald Trump de avançar com sua agenda econômica. Além disso, as commodities se recuperam, depois do "sell-off" anterior, o que dá mais impulso a moedas emergentes de forma geral.


Uma cesta de moedas emergentes alcançou hoje uma máxima desde o fim de março.


Aqui, o dólar chegou a bater hoje R$ 3,0956, caindo abaixo de R$ 3,10 pela primeira vez em quase um mês. E o movimento deve prosseguir. Segundo o Goldman Sachs, o próximo nível a ser testado é R$ 3,0897. "O balanço dos sinais favorece muito fortemente a continuação da tendência de baixa", diz o banco em nota a clientes.


No fechamento das operações interbancárias, o dólar caiu 0,52%, a R$ 3,1065. É o menor patamar de encerramento desde 17 de abril (R$ 3,1034).


A série de cinco pregões de baixas é a mais longa desde o período entre 19 e 23 de dezembro, quando o dólar recuou também por cinco dias seguidos. Nesse intervalo, a moeda acumulou perdas de 3,53%.


No mercado futuro, o dólar para junho cedia 0,51%, a R$ 3,1205, após mínima de R$ 3,1090.

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