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Em Nova York, Nasdaq tem nova máxima; Dow Jones e S&P 500 recuam

Os mercados globais mostraram nesta terça-feira uma resiliência pouco usual à recente escalada dos riscos políticos e geopolíticos. Mesmo com a admissão pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de ter vazado informações de inteligência secretas aos russos e a reprimenda internacional contra o teste de um novo míssil pela Coreia do Norte, realizado no domingo, Wall Street mal se moveu. O Nasdaq, ao contrário, confirmou o 33º recorde de fechamento do ano.


Após ajustes, o Dow Jones fechou em queda de 0,01%, a 20.979,75 pontos. O S&P 500 cedeu 0,07%, a 2.400,67 pontos. O Nasdaq subiu 0,33%, aos 6.169,87 pontos, em nova máxima.


Hoje as maiores perdas recaíram sobre os setores nos quais os balanços das companhias apresentaram números decepcionantes, como o varejista. Assim, após os decepcionantes resultados trimestrais divulgados por lojas de departamentos, como Macy?s e Kohl?s, as ações de empresas gestoras de shoppings e de imóveis comerciais figuraram entre as de pior desempenho na sessão.


Os papéis da Kimco Realty fecharam em baixa de 3,91% e as da Regency Centers Corporation caíram 3,05%. Ambas estiveram entre as piores perdas do subíndice imobiliário do S&P 500, que recuou 0,43%. Outros setores que apresentaram perdas foram utilities (serviços públicos), energia e saúde, com baixas de, respectivamente, 0,58%, 0,47% e 0,42%.


Já as ações de tecnologia não apenas sustentaram novo recorde do Nasdaq, como ajudaram a moderar as perdas dos demais índices. No S&P 500, o setor apresentou ganho de 0,35%. O Dow Jones teve entre as três maiores altas duas companhias da área. O pódio do índice de "blue chips" foi formado pela Microsoft, com subida de 1,70%, Home Depot, que teve ganho de 1,28%, e pela IBM, que avançou 1,17%.


A cautela adotada pelos índices Dow Jones e S&P 500 esteve mais ligada ao recuo de ações de energia, com a queda do petróleo, e de saúde, diante das incertezas sobre a tramitação do "Trumpcare" no Senado americano.


Nesta terça-feira, o cenário de incerteza ganhou ingrediente novo após as notícias de que Trump teria compartilhado informações confidenciais sobre o grupo terrorista Estado Islâmico com os russos. Os segredos foram obtidos com um aliado próximo dos EUA e, segundo analistas, o vazamento pode causar danos às relações entre o país e aliados. A iniciativa levou um deputado de oposição a pedir o impeachment do presidente.


Na semana passada, a temperatura em Washington já havia subido depois de o presidente ter demitido o diretor do FBI, James Comey. O ex-chefe da polícia federal americana liderava uma investigação sobre ligação entre a campanha de Trump e a Rússia."Em perspectiva, nós tivemos um mercado que parece impermeável ao que está acontecendo em Washington", avaliou Art Hogan, estrategista chefe da Wunderlich Securities. "Acho que o mercado está mais focado na possibilidade de o governo levar adiante a reforma tributária", acrescentou.

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