Ativos brasileiros negociados no exterior sinalizam "trégua"

Os ativos brasileiros negociados no exterior sinalizam uma trégua nesta sexta-feira, após forte turbulência no dia anterior. Por volta das 7h40, o ETF do Ibovespa negociado na bolsa de Paris, Lyxor Brasil Ibovespa, subia quase 2%, ante perda de 16% na quinta-feira. Já o contrato a termo de real sem entrega física, conhecido como NDF (Non-Deliverable Forward, em inglês) girava em torno de R$ 3,32 no exterior, após fechar em R$ 3,35.


No pré-mercado da bolsa de Nova York (Nyse), os recibos de ações (ADRs) da Vale avançavam 2,13%, a US$ 8,17. Os papéis preferenciais da Petrobras tinham alta 6,8%, a US$ 8,32, e os ordinários registravam elevação de 5,26%, a US$ 9.


A movimentação ocorre diante do cenário de instabilidade política no país, que envolve o presidente Michel Temer e coloca a agenda reformista em dúvida. O pemedebista afirmou que não renunciará ao cargo, a despeito das acusações de que teria dado aval para pagamento pelo silêncio do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.


A conversa entre o presidente e o empresário Joesley Batista, sócio do grupo J&F, foi o que baseou a abertura de inquérito contra Temer por obstrução de justiça.


Ontem à noite, foram divulgadas as gravações. Conforme apontado pelo Valor, o trecho em que Joesley menciona o acerto de "pendências" com Eduardo Cunha (PMDB-RJ) é inconclusivo sobre um suposto aval de Temer à compra do silêncio do ex-presidente da Câmara. O presidente faz um breve comentário - "tem que manter isso" - quando o empresário diz estar "de bem" com Cunha. Durante uma boa parte do diálogo, no entanto, Temer não faz qualquer tipo de observação sobre a ação de Joesley para atrapalhar as investigações.

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