Bolsas de NY fecham em alta, com destaque para defesa e tecnologia

Apesar de um clima menos tenso em relação às atribulações políticas do governo federal nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump continuou a manter presença como fator de movimentos dos mercados nesta segunda-feira. Isso porque o mandatário americano firmou no fim de semana um acordo de US$ 110 bilhões com a Arábia Saudita para venda de armamentos.


Após ajustes, o índice Dow Jones fechou em alta de 0,43%, a 20.894,83 pontos. O S&P 500 avançou 0,52%, a 2.394,02 pontos. O Nasdaq subiu 0,82%, a 6.133,61 pontos.


O acerto entre os países impulsionou os papéis de defesa e de tecnologia, que lideraram os ganhos nas bolsas de Nova York. O S&P Aerospace & Defense Select Industry Index subiu 1,11%.As ações das fabricantes de jatos Lockheed Martin e Boeing avançaram 1,5% e 1,56%, respectivamente. No S&P 500, o setor industrial, do qual fazem partes as companhias de equipamentos de defesa, avançou 0,79%, enquanto tecnologia subiu 0,88%.


A viagem de Trump ao Oriente Médio no fim de semana diminuiu a tensão política que o envolve ao direcionar as atenções dos agentes para outros fatores, como a venda de US$ 110 bilhões em armas para a Arábia Saudita e às sinalizações do presidente em direção a uma proposta de paz para a região, feita durante a passagem por Israel nesta segunda-feira.


"A primeira viagem do presidente Trump para o exterior colocou alguns de seus problemas domésticos para escanteio, o que temporariamente eliminou alguns dos riscos que têm frequentado as manchetes e que frustraram os apostadores de altas", afirmou Jeremy Klein, estrategista chefe de mercados da FBN Securities, em nota.


Na esteira da viagem de Trump, a empresa de private equity Blackstone também anunciou a criação de um fundo de US$ 40 bilhões para investimento em infraestrutura junto com o fundo soberano da Arábia Saudita. As ações da Blackstone saltaram mais de 6% e o setor de serviços públicos (utilities) liderou as valorizações entre os subíndices do S&P 500, com ganho de 0,99%.


Outro anúncio de parceria envolveu o Softbank e o fundo soberano saudita, que divulgaram a criação de uma carteira conjunta para investimentos de US$ 93 bilhões em inteligência artificial e robótica. A notícia, junto com o acordo na área de defesa, ajudou a sustentar as altas de papéis de tecnologia.


Nos EUA, porém, a investigação pelo FBI das ligações entre a equipe de campanha do republicano e os russos continuou a ter novos desdobramentos. Hoje, Michael Flynn, o ex-conselheiro de segurança nacional do presidente, declarou que não vai acatar o pedido do Senado americano de fornecer documentos relacionados ao caso.


A falta de disposição de Flynn em esclarecer os contatos frequentes com autoridades do Kremlin veio se juntar a uma lista de fatos controversos que inclui a demissão do ex-diretor da polícia federal americana, James Comey, o suposto vazamento de informações sigilosas pelo presidente e a revelação de que Trump pressionou Comey para largar o caso.


Hoje, com a redução das atenções sobre a política americana, o foco dos investidores se voltou também para a divulgação da ata do Federal Reserve, na quarta-feira, e o encontro da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep), na quinta-feira.


As altas dos preços do petróleo e dos futuros do minério de ferro da China ajudaram a dar sustentação às ações ligadas às commodities nesta segunda-feira.


Mais cedo, autoridades da Opep disseram que o Iraque - o segundo maior produtor do grupo - expressou apoio a uma renovação do acordo na reunião de quinta-feira do cartel.O Iraque, porém, quer uma extensão de apenas seis meses. O país não apoia a proposta de nove meses defendida pela Arábia Saudita, Rússia e Kuwait.

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