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Inflação pelo IPCA-15 marca 0,24% em maio e 3,77% em 12 meses

(Atualizada às 10h04) A prévia da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), acelerou para 0,24% em maio, após ter avançado 0,21% em abril, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi, contudo, a menor taxa para maio desde 2000, quando subiu 0,09%.


O dado veio um pouco acima da média de 0,22% estimada por 20 analistas ouvidos peloValor Data. O intervalo das estimativas ia de alta de 0,19% a 0,31%.


Nos 12 meses encerrados em maio, o IPCA-15 desacelerou para 3,77%, ante os 4,41% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. É a menor taxa para 12 meses desde julho de 2007, quando marcou 3,71% de aumento.A expectativa era de que essa taxa ficasse em 3,75%.


O principal impacto em maio veio de remédios, cujos preços subiram 2,08%, com contribuição de 0,07 ponto percentual para a taxa mensal. O comportamento decorre do reajuste anual que passou a valer a partir de 31 de março, variando entre 1,36% e 4,76%, conforme o tipo de medicamento, resultando em alta de 2,96% quando considerados tanto abril (0,86%) quanto maio (2,08%).


Com isso, pelo segundo mês consecutivo, Saúde e Cuidados Pessoais (0,84%) apresentaram a mais elevada variação.


Alimentos e bebidas, que representam cerca de 25% de todo o IPCA-15, avançou 0,42% em maio, depois de incremento de 0,31% um mês antes, com impacto de 0,11 ponto. Produtos como batata-inglesa (16,08%), tomate (12,09%) e cebola (9,15%) ficaram mais caros. Por outro lado, outros itens como óleo de soja (-5.81%), açúcar cristal (-3,03%), frutas (-2,73%) e feijão-carioca (-2,52%) tiveram seus preços reduzidos de um mês para o outro. O grupo contribuiu com 0,11 ponto percentual para o índice do mês.


As demais variações foram: habitação (de 0,39% para 0,15%), artigos de residência (de -0,43% para 0,02%), vestuário (de 0,44% para 0,74%), transportes (de -0,44% para -0,40%), despesas pessoais (de 0,23% para 0,27%), educação (de 0,14% para 0,05%) e comunicação (de 0,18% para 0,19%).


Índices regionais


A prévia da inflação oficial acelerou em cinco dos 11 locais pesquisados pelo IBGE entre abril e maio.Na região metropolitana de Recife o IPCA-15 passou de 0,53% para 0,65% de alta no período. Em 12 meses, acumulou alta de 5,10%, bem acima da média brasileira, de 3,77%. No ano, o IPCA-15 de Recife subiu 2,14%, também superior a média nacional, de 1,46%.


Em Recife, segundo o IBGE, as contas de energia elétrica aumentaram 4,70%, enquanto houve queda de 0,30% da média nacional nesse item, tendo em vista reajuste de 8,87% nas tarifas, vigente desde 29 de abril. Além disso, na região metropolitana, as tarifas dos ônibus urbanos registraram alta de 2,89%.


Em São Paulo, que representa cerca de 30% do IPCA-15, o indicador também acelerou em maio, para 0,38%, após alta de 0,17% um mês antes. Foi o segundo maior resultado no mês. Em 12 meses, o IPCA-15 na região metropolitana de São Paulo ficou em 3,89%.


O IPCA-15 acelerou ainda em Fortaleza (de +0,07% para +0,24%) e Curitiba (de +0,06% para +0,21%) e mudou de direção em Belo Horizonte (de -0,07% para +0,18%).


Em Goiânia, o IPCA-15 apresentou deflação de 0,22% em maio, seguindo alta de 0,39%. Foi a taxa mais baixa entre todos os locais pesquisados, segundo o IBGE. Em 12 meses, o indicador apresentou alta de 1,94% e, no acumulado do ano, teve elevação de 0,21%.


A prévia da inflação oficial, por outro lado, desacelerou de um mês para o outro no Rio de Janeiro (de +0,51% para +0,20%), Brasília (de +0,42% para +0,16%), Porto Alegre (de +0,35% para +0,27%) e Salvador (de +0,11% para +0,02%). Em Belém, foi de queda de 0,03% para recuo de 0,04%.

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