Juros futuros caem, mas volatilidade se mantém com incerteza política

O mercado de juros futuros voltou a ser afetado por fortes oscilações nesta terça-feira, desta vez para baixo. O comportamento do mercado sugere ainda um forte nível de volatilidade, compatível com um cenário ainda de grande incerteza.


Hoje, o alívio dos prêmios de risco se deu em meio a notícias de que o Congresso pretende manter a agenda de votações das reformas. Além disso, os patamares de preços alcançados pelo DIs chamaram a atenção de investidores, o que atraiu algum fluxo aplicador.


O Tesouro Nacional seguiu com ofertas de leilões de recompra e venda de títulos públicos, o que ajudou a tirar risco do mercado e "forçou" investidores a buscar papéis no mercado secundário. Com a demanda elevada, as taxas negociadas nesse mercado caíram, o que indiretamente se estendeu aos DIs.


Apesar da queda dos juros, os níveis em que as taxas têm operado indicam que o mercado continuará demandando prêmio mais alto, diante do cenário de maior instabilidade e incerteza.Avaliações de que o Banco Central pode ser obrigado a adotar uma postura mais cautelosa na política monetária começam a se materializar em números.


A Quantitas Asset Management, que gere R$ 1,134 bilhão em recursos, elevou sua estimativa para a Selic até o fim deste ano e passou a prever corte menos intenso na taxa básica de juros no encontro do Copom da próxima semana. A gestora agora vê Selic terminal de 9,25% até dezembro, ante 8%. Para o Copom do próximo dia 31, a casa agora espera redução de 1 ponto percentual do juro, 25 pontos-base a menos que a estimativa anterior. A Quantitas projeta 0,50 ponto de queda do juro em julho e novo corte de 0,50 ponto em setembro.


Antes do estouro da crise, a gestora acreditava que haveria espaço para o Brasil sustentar juro de 7,5% ao ano sem risco inflacionário. "No entanto, o risco político não nos permite ter esse viés de baixa", diz a casa em nota.


Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI julho/2017 caía a 10,475% (10,559% no ajuste anterior). As apostas dos investidoresembutem exatamente 50% de probabilidade de corte de 1 ponto percentual da Selic na próxima semana e 50% de chance de redução de 0,75 ponto.


Divulgado hoje, o IPCA-15 de maio subiu 0,24% sobre abril. Ainda assim, a taxa de maio é a mais baixa para o mês desde 2000. Em 12 meses, a alta é de 3,77%, a menor em dez anos. E o índice de difusão recuou, indicando alta de preços menos espalhada.


O DI janeiro/2018 cedia a 9,605% (9,745% no último ajuste). O DI janeiro/2019 recuava a 9,890% (10,230% no ajuste de ontem).O DI janeiro/2021 tinha queda para 11,040% (11,550% no último ajuste).


E, na ponta mais longa, o DI janeiro/2023 era cotado a 11,440% (11,960% no ajuste anterior).

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