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S&P coloca em observação negativa o rating de 50 empresas

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A Standard & Poor's colocou em observação negativa o rating de 50 empresas brasileiras, seguindo ação similar realizada ontem pela agência de classificação de riscos, que colocou o rating soberano do Brasil em moeda local e estrangeira em "BB/B" e em "brAA-" o rating da escala nacional soberana. "As classificações dessas empresas são diretamente afetadas pelas do Brasil. Portanto, um potencial rebaixamento do rating soberano resultaria muito provavelmente no rebaixamento destes emitentes", diz a nota da S&P.

De acordo com a agência, a colocação do rating soberano do Brasil em observação negativa "reflete o aumento das incertezas políticas geradas por recentes alegações de corrupção contra o presidente Michel Temer", diz o comunicado. "Tais alegações, se corroboradas, dificultam a viabilidade política do presidente e instauram um processo de transição que não foi testado antes, e pode ser prolongado ou perturbador."

Os ratings da Petrobras não foram afetados, segundo a S&P, com base em que o potencial rebaixamento do Brasil para 'BB-' não afetaria sua classificação, dado o perfil de crédito autônomo da empresa em "bb-", uma das razões pelas quais a perspectiva da empresa permanece estável.

Primeiro grupo

O primeiro grupo de empresas cobre classificações que são limitadas ao nível soberano. A S&P acredita que permaneçam assim. "Essas empresas já foram classificadas ou em 'BB' na escala global e/ou 'brAA-' na escala nacional brasileira, com perspectiva negativa, refletindo a pressão de um potencial rebaixamento" diz a nota. Este grupo também inclui empresas que são classificadas como 'brA+', que poderão ser reduzidas se a classificação nacional soberana for rebaixada.

São elas:

  • Algar Telecom
  • Camil Alimentos
  • Grupo Cosan, incluindo a Rumo
  • Cyrela Brazil Realty
  • Estácio Participações
  • JSL
  • Magazine Luiza
  • MRS Logística
  • MRV Engenharia e Participações
  • RBS TV Comunicações e empresas combinadas
  • Rede D'Or São Luiz
  • Ultrafertil
  • Santos Brasil Participações
  • Rio Paranapanema Energia
  • Chapada do Piauí I Holding
  • Ampla Energia e Serviços
  • companhia Energética do Ceara (Coelce)
  • CPFL Energia e subsidiárias
  • Bandeirante Energia
  • Espírito Santo Centrais Elétricas
  • Energisa e subsidiárias
  • Elektro Redes
  • Neoenergia e subsidiárias
  • Companhia de Gás de São Paulo (Comgas)
  • Cachoeira Paulista Transmissora de Energia
  • Iracema Transmissora de Energia
  • Transmissora Aliança de Energia Elétrica
  • Arteris e subsidiárias
  • CCR e subsidiárias
  • Ecorodovias Concessões e Serviços
  • Concessionária Ecovias dos Imigrantes

Segundo grupo

O segundo grupo é formado por empresas que a S&P acredita terem alta sensibilidade a uma inadimplência soberana, dada sua exposição à economia, mas também têm uma maior solidez financeira, seja por baixo endividamento, posições robustas de caixa ou sua propriedade de ativos ou orientadas para a exportação. "Dependendo de suas forças individuais, essas empresas podem ter uma classificação mais alta do que o rating soberano, mas limitada a um limite máximo de um ou dois pontos acima do rating", diz a S&P.

São elas:

  • Aché Laboratórios Farmacêuticos
  • Braskem
  • Grupo Gerdau
  • Globo Comunicação e Participações (Globo)
  • iguatemi Empresa de Shopping Centers (Iesc)
  • Localiza Rent a Car
  • Lojas Renner
  • Multiplan Empreendimentos Imobiliários
  • Raizen Combustíveis e Raizen Energia
  • Telefônica Brasil
  • Ultrapar Participações
  • Grupo Votorantim.

Terceiro grupo

O terceiro grupo é constituído por empresas cuja escala, diversificação geográfica, ou negócios orientados estritamente para a exportação reduzem sua exposição à economia brasileira. Por conseguinte, as classificações destas empresas podem ser até três ou quatro pontos acima do rating soberano, ou podem ser pressionadas pela avaliação da S&P de transferência e de conversibilidade, dependendo de suas características individuais de operações, fluxos de caixa e estrutura de capital.

São elas:

  • AmBev - Companhia de Bebidas das Américas
  • Embraer.

Os ratings da Eletrobras e da Itaipu Binacional são limitados pelo rating soberano, porque a S&P as considera entidades relacionada ao governo. "Vemos a probabilidade de apoio extraordinário do governo para a Eletrobras como quase certo, então nós igualamos as classificações dela às do soberano. Itaipu Binacional se beneficia de uma probabilidade extremamente alta de apoio do governo. Assim, todas as notações da Itaipu Binacional limitam-se às do soberano", explica a agência.

Outras empresas

Os ratings das empresas a seguir, que são classificadas como "BB" ou superior na escala global, ou 'brAA-' ou superior na escala nacional, não foram imediatamente afetadas pela colocação do rating soberano do Brasil em observação negativa, "porque acreditamos que essas empresas têm alguma margem para seus respectivos limites soberanos; portanto, um rebaixamento da nota da classificação soberana não afetaria imediatamente os ratings corporativos dessas entidades:

  • BRF
  • Companhia Brasileira de Distribuição
  • Fibria Celulose
  • Hypermarcas
  • Klabin
  • Magnesita Refratários
  • Natura Cosméticos
  • Qualicorp
  • Suzano Papel e Celulose
  • Vale.

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