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Bolsas de NY fecham em alta, com recordes para S&P 500 e Nasdaq

As novas máximas obtidas pelos principais índices acionários em Wall Street nesta quinta-feira representam, essencialmente, uma continuidade do movimento visto ontem após a divulgação da ata da reunião de maio do Federal Reserve (Fed), o banco central americano.


O documento veio a público apenas duas horas antes do fechamento das bolsas e, hoje, os mercados ampliaram o otimismo com a sinalização de abordagem gradual e previsível para o enxugamento do balanço do banco central, que deve começar ainda neste ano.


Após ajustes, o Dow Jones fechou em alta de 0,34%, aos 21.082,95 pontos. Com isso, terminou a apenas 33 pontos da sua melhor marca. No maior patamar intradia, o índice tocou os 21.112,32 pontos, três pontos abaixo do recorde de fechamento.


O S&P 500, por sua vez, terminou acima das antigas máximas tanto de fechamento quanto intradia com alta de 0,44% aos 2.415,07 pontos. O Nasdaq também superou os próprios recordes e ultrapassou o nível de 6,2 mil pontos pela primeira vez na história, com uma subida de 0,69% a 6.205,25 pontos.


A queda do petróleo puxou os papéis de energia e de companhias ligadas às matérias-primas para baixo. Os setores caíram, respectivamente, 1,91% e 0,15% no S&P 500, e foram os dois únicos recuos entre os 11 subíndices.


As maiores altas no S&P 500 ficaram com os setores de consumo discricionário e serviços públicos (utilities), com avanços de 0,91% e 0,89%.


No Dow Jones, apenas oito entre 30 compenentes terminaram no negativo. Os maiores ganhos ficaram com UnitedHealth, Travelers e Microsoft de, respectivamente, 1,39%, 1,34% e 1,24%.


O Nasdaq se beneficiou das subidas das ações conhecidas pelo acrônimo de Fangs (Facebook, Amazon, Netflix e Alphabet, controladora do Google). A rede social teve alta de 1,28% e a companhia de entretenimento por streaming subiu 3,36%, a controladora do Google avançou 1,46%. A Amazon teve valorização de 1,23% e, aos US$ 993,38, está muito perto de alcançar a cotação de US$ 1.000 por ação.


O sentimento positivo com a ata do Fed veio, principalmente, com a revelação de que a instituição estuda um sistema pelo qual vai determinar antecipadamente a quantidade mensal de títulos dentro do portfólio que vai deixar vencer sem reinvestir os recursos. Os limites, segundo a discussão revelada no documento, devem ser aumentados a cada trimestre. Com isso, o mercado sempre saberá previamente qual o montante a ser enxugado.


"Os mercados avaliaram como positivos os comentários do Fed sobre a forma pela qual a autoridade planeja reduzir o balanço", afirmou Robert Pavlik, estrategista chefe de mercados do Boston Private Wealth.


De acordo com Brent Schutte, estrategista chefe de investimentos do Northwestern Mutual Wealth Management, "os investidores passaram a focar nos fortes resultados trimestrais e na melhora dos fundamentos em lugar de prestar atenção ao ruído político".


O relatório reforçou ainda os sinais de uma alta da meta da taxa dos Fed Funds já no encontro de política monetária entre 13 e 14 de junho. Segundo a ata, os integrantes do banco central viram como "apropriada" um novo movimento em breve e avaliaram como provavelmente transitória a fraqueza exibida pelos indicadores econômicos dos EUA no primeiro trimestre.


Nem mesmo o tombo do petróleo, que caiu quase 5% depois de certa decepção com as decisões da Organização de Países Produtores de Petróleo (Opep) impediu os ganhos nas bolsas americanas.


Embora o cartel e os 11 exportadores de fora tenham confirmado a extensão do acordo de reduções dos níveis de extração até março de 2018, o patamar vai se manter no mesmo 1,8 milhão de barris ao dia estabelecido no fim do ano passado.

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