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Dólar volta a subir com indefinição política e queda do petróleo

O dólar volta a subir ante o real nesta quinta-feira (25), após manhã de instabilidade. A divisa americana tem oscilado ao longo da semana sem grande convicção para definir uma direção mais clara. Profissionais de mercado apontam que, diferentemente da renda fixa, o câmbio não estava tão alavancado antes do estouro da crise política. Por isso, a zeragem de posições e, agora, alguma recuperação do real são mais amenas, enquanto se espera alguma clareza em Brasília.


No cenário interno, o pano de fundo no mercado é de avaliação dos cenários para uma solução ordenada para a crise política, incluindo nomes cogitados para sucessão do presidente Michel Temer, no caso de mudança no Planalto. Como aponta a manchete do Valor, a relação dos cotados, que já foi mais extensa, concentra-se em três nomes: Tasso Jereissati (PSDB-CE), Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Nelson Jobim.


Em meio à indefinição em Brasília, há ainda pressão de alta no dólar vinda da acentuada desvalorização, de quase 4,5%, dos preços de petróleo. O movimento nas commodities ocorre após a sinalização de integrantes da Opep de que o acordo para controle de oferta não deve contar com cortes maiores na produção.


Assim, o dólar avança ante a maioria das principais moedas emergentes e ligadas a commodities. O destaque negativo é o desempenho do rublo russo, que se desvaloriza cerca de 1%.


Por volta das 13h50, o dólar comercial opera em alta de 0,44%, a R$ 3,2932, tendo oscilado entre R$ 3,2937 e R$ 3,2636.O contrato futuro para junho, por sua vez, avança a 0,23%, a R$ 3,2895.


Juros


Os juros futuros ensaiam uma nova queda nesta quinta, estendendo a baixa dos últimos dois dias. Ainda que o cenário político siga envolto de incertezas, os agentes financeiros tentam aproveitar algumas "distorções" no mercado de renda fixa-gerados na semana passada com o estouro da crise em Brasília - para garantir, assim, prêmios mais altos a preços menores.


Por volta das 13h50, o DI janeiro/2018 e o DI janeiro/2019 operavam estáveis ante os ajustes anteriores, a 9,555% e 9,670%, respectivamente. Na comparação com os valores de fechamento, por outro lado, as taxas perdiam terreno.


Ainda nos vértices intermediários, o DI janeiro/2021 marcava 10,670%, igual ao ajuste anterior.


Bolsa


Depois de dois dias consecutivos de alta em meio à crise institucional que o país atravessa, o mercado de ações brasileiro faz uma pausa para a realização de lucros.


Pouco antes das 14h, o Índice Bovespa recuava 0,56%, para 62.905 pontos, já tendo subido até 1,16% na máxima do dia.


Entre terça-feira e ontem, o Ibovespa ganhou 2,56%. O montante é pouco para compensar a queda que se seguiu à divulgação, na semana passada, da gravação de uma conversa alegadamente imprópria entre o presidente Temer e o executivo da JBS Joesley Batista, mas interessante aos olhos dos especuladores que focam no "day trade" e entraram no mercado após o tombo do último dia 18.


Ademais, a cena política continua inspirando cautela.


As ações de empresas que dependem da demanda doméstica têm as maiores baixas hoje. O Índice Imobiliário da B3 (antiga BM&FBovespa) recuava 1,45%, a pior baixa entre sete grupos setoriais. Em seguida, vinha o Índice Financeiro, com uma queda de 1,38%.


A Cyrela lidera as quedas do Ibovespa no horário, com recuo de 4,26%. Eletrobras PNB perdia 3,80%. As outras maiores perdas estão no setor bancário: Santander Unit (-2,45%), Itausa PN (-2%) e Itaunibanco PN (-1,96%).


Com a valorização da moeda americana, as exportadoras se destacavam entre as ganhadoras do atual pregão. JBS se recupera das últimas perdas e sobe 12,39%. A produtora de papel e celulose Suzano subia 4,08%, e a sua concorrente Fibria ganhava 3,41%, a R$ 35,98. Ambas também anunciaram, ontem, um aumento do preço dos seus produtos. Klabin Unit avança 2,05%, enquanto BRF subia 2,01%.

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