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Fim da corrupção no Brasil tem um custo, afirma Janot em novo artigo

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, voltou à carga contra os críticos do acordo de delação premiada que firmou com os donos da JBS, Wesley e Joesley Batista. Após escrever artigo para o portal UOL na terça-feira, ele publicou texto na página de "Opinião" do jornal "Folha de S.Paulo" desta quinta-feira, Janot afirma: "Não há caminho mágico para sair da crise. Tirar o Brasil do círculo vicioso da corrupção terá um custo, que poderá ser pago agora ou postergado para um futuro distante." Ele afirma que, nos últimos três anos, as investigações de que participa o Ministério Público recuperaram quase R$ 1 bilhão aos cofres públicos.


No texto, o procurador-geral reclama de ter sido tachado de irresponsável e diz que as críticas à delação são "arrogantes" e mostram "ignorância". "Não foi a nossa instituição que corrompeu a política nacional", reagiu. "Se fosse possível, jamais celebraríamos acordos de colaboração com nenhum criminoso." Ele diz ter se visto em um dilema ao tomar a decisão, classificada por Janot como um 'hard case', do qual não há saída perfeita.


Janot pondera que o "caminho tradicional" para aplicar a lei se mostra ineficaz e causa impunidade. Afirma ainda que os três anos de investigação, da Lava-Jato, não foram suficientes para cessar os crimes de corrupção. "Apartei-me da utopia para arrostar a decisão de celebrar o acordo com os donos do grupo empresarial J&F."

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