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Jungmann admite que Maia não pediu Exército e foi decisão de Temer

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou no Palácio do Planalto que houve um "mal entendido" entre o governo e o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), e afirmou que se tratou de uma decisão operacional do presidente Michel Temer acionar as Forças Armadas para garantir a segurança na Esplanada dos Ministérios após ocorrências de vandalismo e depredação, além de confrontos entre manifestantes e forças policiais.


De acordo com o ministro, Temer foi aconselhado por ele próprio e o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sérgio Etchegoyen, a tomar uma decisão "operacional". "Era absolutamente necessário que ocorresse", disse. "O conflito de versões está esclarecido", afirmou. Segundo disse ainda o ministro do GSI, Temer avaliou que "não havia mais solução".


Na quarta-feira, Rodrigo Maia chegou a divulgar ofício enviado à Presidência da República solicitando auxílio da Força Nacional, de contingente menor e já mobilizada, segundo a Presidência, para guarnecer o Palácio do Planalto e o Palácio Itamaraty.


Já o ministro do GSI afirmou que não entraria em "querela" com o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), que criticou duramente a iniciativa de Temer de acionar as Forças Armadas. Segundo disse, ainda na noite de quarta-feira houve uma reunião "harmônica" entre todas as autoridades responsáveis pela segurança na região da Esplanada dos Ministérios.


Etchegoyen disse considerar que "o gatilho disparador da decisão" foi a necessidade de garantir a integridade de servidores e do patrimônio público. "A situação se normalizou pela manhã, não havia mais necessidade", disse o ministro do GSI, acrescentando que não descreveria as "cenas de temor" das pessoas que deixavam os ministérios às pressas na quarta-feira.


Etchegoyen afirmou que após a suspensão do decreto presidencial prevendo a Garantia da Lei e da Ordem (GLO), a segurança patrimonial na região da Esplanada dos Ministério está sendo feita pela Polícia Militar do Distrito Federal e a Força Nacional. Questionado ao término de sua breve manifestação, Jungmann disse por sua vez que uma suspeita de bomba em um ministério, nesta quinta-feira, não foi confirmada.

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