Juros futuros fecham em queda sob expectativa do Copom na quarta-feira

A semana começou com investidores vendendo juros na B3 (ex-BM&FBovespa), dando sequência à descompressão dos prêmios de risco vista nos últimos dias diante da avaliação de que as reformas podem até demorar, mas não estão inviabilizadas, a despeito da crise política.


Essa visão reforça a ideia de que o Banco Central continua com espaço para estender o ciclo de afrouxamento monetário, ainda que também em menor velocidade.


A sensação de que os trabalhos legislativos seguem a despeito dos ruídos políticos também deu espaço para nova queda das taxas de juros de mercado. Os governistas mantiveram para amanhã a votação da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.


Com esse pano de fundo, investidores reduziram os prêmios de risco exigidos para aplicações em vencimentos mais longos. Analistas dizem que esse movimento se deveu também às revisões para a trajetória da Selic. Com a expectativa de queda mais lenta dos juros, o mercado vê menos motivos para se preocupar com o rumo da inflação no longo prazo.


Hoje, BTG Pactual revisou sua expectativa de corte da Selic na próxima quarta-feira de 1,25 ponto percentual para 1 ponto, citando que uma redução de 1 ponto parece um nível de equilíbrio que permite enviar mensagem de precaução sem apertar as condições monetárias. O BTG, porém, segue com estimativa de Selic a 8,25% ao final do ciclo.


O Bradesco, primeira grande instituição financeira a prever intensificação da queda dos juros, voltou atrás e também passou a esperar redução de 1 ponto no Copom desta semana. Na sexta passada, Itaú Unibanco também voltou a apostar em corte de 1 ponto, frente à expectativa de 1,25 ponto do "call" anterior.


O corte de 1 ponto também está nos preços da curva de juros. O DI julho de 2017 já embute 80% de probabilidade de declínio de mais de 0,75 ponto da Selic nesta semana. No dia 18, quando as taxas de DI dispararam com a escalada da crise política, a curva chegou a projetar quase 100% de chance de corte de 0,50 ponto.


Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI julho/2017 - mais negociado do dia, com 332.730 contratos - cedia a 10,298% (10,335% no ajuste anterior).O DI janeiro/2018 - que indica apostas para a taxa Selic ao fim de 2017 - caía a 9,275% (9,340% no último ajuste).


O DI janeiro/2019 recuava a 9,250% (9,360% no ajuste anterior). E o DI janeiro/2021 tinha queda a 10,360% (10,490% no último ajuste).

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