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Ibovespa fecha em queda em meio a incertezas políticas; JBS dispara

Em um mês marcado pelas incertezas políticas, o Ibovespa encerrou maio com desvalorização de 4,12%. Hoje, a queda foi de 1,96% e o índice ficou em 62.711 pontos puxado pelo recuo das duas principais ações da bolsa, Vale e Petrobras. A baixa do mercado de ações também foi atribuída ao ajuste de carteiras que tradicionalmente acontece no final do mês e ao rebalanceamento semestral do índice MSCI Brazil.


Entre as notícias políticas que trouxeram mau humor aos investidores está a de que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, por unanimidade, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que determina a realização de nova eleição direta para presidente e vice-presidente da República na hipótese de os cargos ficarem vagos nos três primeiros anos do mandato presidencial.


"A decisão mostra que talvez Temer não tenha o apoio necessário para continuar no cargo. É difícil traçar algum planejamento. O que interessa para o mercado é a aprovação das reformas estruturais", diz Ari Santos, gerente de mesa Bovespa da H.Commor DTVM.


Além das notícias políticas, a queda da bolsa também foi atribuída a um movimento de ajuste de carteiras. Muitos fundos de investimento aproveitam o último dia do mês para realizar lucros ou readequar o portfólio para o mês seguinte.


Hoje também ocorreu o rebalanceamento semestral do índice MSCI Brazil. O índice é usado como referência por diversos fundos de investimento. A carteira contém praticamente as mesmas ações do Ibovespa cotadas em dólar para facilitar a comparação com as demais bolsas globais. Na revisão, saíram as units da AES Tietê e entraram as units da Taesa. A nova carteira passa a vigorar a partir de amanhã.


As ações da Vale caíram, seguindo a desvalorização de 2,5% no preço do minério de ferro, em Qingdao, na China, para US$ 57,02 a tonelada. As ações PNA recuaram 4,62% e os papéis ordinários tiveram baixa de 5%.


As ações da Petrobras também recuaram, acompanhando a queda do preço do petróleo no mercado internacional. Os contratos tipo WTI para julho recuaram 2,8% a US$ 48,32 o barril. As ações preferenciais da estatal tiveram baixa de 2,99% e os papéis ordinários recuaram 3,88%.


Juntas, as ações da Vale e da Petrobras representam 17,8% da composição do Ibovespa, o desempenho delas influência a trajetória do índice.


As ações do sistema financeiro também fecharam em baixa, com destaque para os papéis ordinários do Bradesco, que recuaram 2,35%. As ações do BTG Pactual caíram 6,23% cotadas a R$ 15,20. A baixa das ações ocorreu com a notícia de que o ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, está incluindo acusações de corrupção contra o banco em uma proposta de delação premiada.


JBS


Na ponta oposta, a maior alta do dia ficou com as ações da JBS, que subiram 9,05%. A J&F, holding da JBS, fez um acordo de leniência com o Ministério Público Federal (MPF) no valor de R$ 10,3 bilhões e prazo de 25 anos. A punição apenas para a holding controladora agradou os investidores.


Os profissionais do mercado financeiro aguardam para logo mais a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) sobre a taxa básica de juros. A expectativa é de redução de um ponto percentual. Se for assim, os juros cairão para 10,25% ao ano. Com a queda dos juros, as ações ligadas ao setor de consumo podem ter um desempenho positivo a partir dos próximos pregões.



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