Bolsas

Câmbio

Aécio pede acesso ao documento com a inscrição 'CX 2'

O senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) acesso a todos os documentos apreendidos no mandado de busca cumprido pela Polícia Federal em sua casa e em seu gabinete no dia 18 de maio, com especial destaque à anotação com a inscrição "CX 2". A defesa afirma que só teve acesso aos autos de apreensão, que traz informações "descontextualizadas".


O detalhamento dos objetos coletados pelos policiais foi incluído semana passada nos autos do inquérito em que o tucano é investigado por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de justiça, com base nas delações premiadas de executivos do grupo JBS. Nas gravações feitas por um dos sócios da empresa, Joesley Batista, o senador é flagrado pedindo a ele R$ 2 milhões, sob a justificativa de que precisaria pagar sua defesa na Operação Lava-Jato. Para os advogados, tratou-se apenas de um "empréstimo".


Na lista elaborada pela PF, consta a apreensão, na casa de Aécio no Rio de Janeiro, de "diversos documentos acondicionados em saco plástico transparente, dentre eles 01 papel azul com senhas, diversos comprovantes de depósitos e anotações manuscritas, dentre elas a inscrição 'CX 2'".


Os advogados alegam que ainda não tiveram acesso ao documento em si, apenas ao relatório que contém a descrição do objeto, e que isso prejudica o direito de defesa, pois Aécio ainda não pôde "tomar conhecimento do que efetivamente se trata o documento tão alardeado e prestar os devidos esclarecimentos".


Em nota, o advogado Alberto Toron, que representa o senador, disse assegurar que "uma eventual referência a CX 2 não significa qualquer indício de ilegalidade".

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos