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Com forte volume, juros futuros sobem em ajuste a BC mais conservador

As taxas de juros mais correlacionadas às próximas decisões de política monetária tiveram nesta quinta-feira a maior alta em cerca de duas semanas, puxadas por um ajuste de posições do mercado à linguagem mais conservadora do Comitê de Política Monetária (Copom), que sinalizou freio no ritmo de queda da Selic.


O volume de negócios disparou e já se aproxima de 5 milhões de contratos. Em 31 de maio de 2013, o DI negociou 5.565.634 contratos.


O mercado consolidou aposta de corte de 0,75 ponto percentual da Selic no próximo encontro do Copom, previsto para o fim de julho. Até ontem, as apostas dos investidores embutiam redução de 0,81 ponto. O ajuste nesse trecho acaba puxando os demais contratos, o que explica a alta dos DIs curtos.


Apesar do ajuste técnico, a atuação dos investidores segue indicando Selic em torno de 8,75% ao fim deste ano. E de maneira geral instituições financeiras mantêm aposta em taxa báica de um dígito até o fim do ano ou ao final do ciclo de afrouxamento monetário.


O Itaú Unibanco interpreta que o BC diminuirá a Selic em 0,75 ponto no final de julho e segue com estimativa de que o juro básico será conduzido a 8% até o fim do ano. O banco admite, porém, que as projeções de inflação discutidas no comunicado da reunião sugerem taxa terminal "ligeiramente superior" em 2017. O Bradesco também manteve expectativa de que a Selic caia a 8% até dezembro, citando "condições objetivas para o crescimento e a inflação".


Prevendo que a reação negativa do mercado aos eventos políticos não deverá ser "durável", o UBS avalia que as condições ainda permitem que a Selic seja reduzida a 7,5% num processo ancorado por "fatores econômicos". O Haitong manteve expectativa de Selic a 9% até o fim de 2017, com projeção de estabilidade do PIB neste ano sobre o ano passado.


Da lista dos bancos que passaram a estimar Selic menos baixa até dezembro, o Nomura passou a ver taxa de 9% (8,5% antes) após o comunicado de ontem do Copom. E o BNP Paribas passou a contar com Selic de 8% ao fim deste ano (7% antes). O banco francês, contudo, acredita que a taxa de 7% ainda será atingida - de forma mais lenta, até o encerramento de 2018.


Analistas reconhecem as ponderações do Copom, concentradas nos riscos à aprovação das reformas fiscais. Mas de modo geral se apegam à ideia de que a inflação cadente e a economia fraca garantem espaço para uma Selic ainda em queda até o fim do ano.


Divulgado hoje, o PIB do primeiro trimestre representou o fim da recessão técnica no Brasil. Mas a abertura do dado ainda indica retomada lenta. O consumo das famílias, por exemplo, diminuiu 0,1%, após ceder 0,5% no trimestre final de 2016, na série com ajuste sazonal. A atividade ainda em marcha lenta respalda expectativas de que a inflação seguirá em trajetória de queda, mantendo espaço para cortes dos juros.


Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro/2018 subia a 9,385% (9,250% no ajuste anterior). A alta de 13,5 pontos-base ante o fechamento de ontem é a mais forte desde o acréscimo de 107,5 pontos do dia 18 de maio.


O DI janeiro/2019 avançava a 9,500% (9,300% no último ajuste), com elevação de 18 pontos frente ao encerramento de ontem.E o DI janeiro/2021 tinha alta a 10,470% (10,300% no ajuste de ontem

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