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PIB do Brasil avança 1% no primeiro trimestre de 2017

(Atualizada às 10h11) O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil teve expansão de 1% no primeiro trimestre de 2017, ante os três meses anteriores, de acordo com o relatório das Contas Nacionais Trimestrais, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o primeiro crescimento trimestral após oito trimestres. Não se via um resultado positivo desde a alta de 0,5% registrada no quarto trimestre de 2014, perante os três meses antecedentes.


O resultado veio melhor que a média apurada pelo Valor Data junto a 20 consultorias e instituições financeiras, que apontava alta de 0,9% no período. O intervalo das estimativas variava de aumento de 0,5% a avanço de 1,25%.


No quarto trimestre de 2016, o PIB caiu 0,5% em comparação com os três meses anteriores, feito o ajuste sazonal. O dado foi revisado de uma queda estimada inicialmente em 0,9%.


Na comparação com o primeiro trimestre de 2016, a atividade econômica brasileira teve retração de 0,4%, ante expectativa de queda de 0,3%.


Considerando os quatro trimestres terminados em março deste ano, o PIB brasileiro recuou 2,3% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Nos 12 meses até dezembro de 2016, a queda havia sido de 3,6%.


Oferta


No lado da oferta, o PIB da indústria cresceu 0,9% no primeiro trimestre, após retração de 0,9% nos três últimos meses de 2016. O resultado que veio melhor que o crescimento de 0,8% estimado pelos economistas.


O setor de serviços ficou estável no período de janeiro a março deste ano, após queda de 0,7% no quarto trimestre de 2016.A previsão era de uma alta de 0,3%.


Já o PIB da agropecuária aumentou 13,4%, resultado melhor que a média de 9,4% esperada por economistas. No quarto trimestre do ano passado, o PIB agropecuário caiu 0,2% ante o terceiro trimestre.


Demanda


Sob o ponto de vista da demanda agregada, o consumo das famílias diminuiu 0,1% no primeiro trimestre, após ceder 0,5% no trimestre final de 2016, na série com ajuste sazonal. A estimativa média do Valor Data era de aumento de 0,4%. Levando em conta o comparativo com os três primeiros meses de 2016, o decréscimo foi de 1,9%, mais marcado do que o 1,2% de baixa esperado.


Já a demanda do governo recuou 0,6%, ante expectativa de queda de 0,2% no período. No quarto trimestre do ano passado, o componente ficou estável. Perante os três primeiros meses de 2016, a redução foi de 1,3%, contra expectativa de baixa de 0,5%.


Por fim, a formação bruta de capital fixo (FBCF - medida do que se investe máquinas, equipamentos, construção e pesquisa) cedeu 1,6% no primeiro trimestre de 2017, após recuo de 1,6% no quarto trimestre do ano passado. A expectativa era de queda de 0,3%. No confronto com os três primeiros meses de 2016, houve baixa de 3,7%, maior do que o recuo esperado de 2,4%.


Exportações e importações


As exportações registraram desempenho positivo na passagem do último trimestre de 2016 para os três primeiros meses deste calendário.


Entre janeiro e março, as vendas do Brasil ao exterior aumentaram 4,8%. Amédia estimada por economistas ouvidos peloValor Dataera, contudo, dealta de 5,2%.


Em relação ao mesmo período do ano passado, houve avanço de 1,9%, acima da alta prevista de 1,1%.


Já as importações aumentaram 1,8% no primeiro trimestre de 2017, em relação aos três meses antecedentes, em linha com a projeção média de mercado.Em relação mesmo período do ano passado, houve alta 9,8%. A projeção era de crescimento de 9,2%.



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