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PGR oferece denúncia contra Aécio por corrupção passiva e obstrução

A Procuradoria-Geral da República ofereceu denúncia contra o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) nesta sexta-feira, 2. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), da qual faz parte o ministro relator, Marco Aurélio Mello, deve julgar se recebe ou não a acusação - se sim, o tucano vira réu.


Aécio estava sendo investigado em um inquérito no STF pelos crimes de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de justiça. A denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se refere apenas aos crimes de corrupção passiva e obstrução de justiça. Janot pediu, ainda, a instauração de um novo inquérito contra Aécio para investigar o crime de lavagem de dinheiro.


As acusações têm como base as delações premiadas de executivos do grupo JBS.


Também investigados no mesmo inquérito no Supremo, foram denunciados por corrupção passiva a irmã de Aécio, Andrea Neves; seu primo, Frederico Pacheco; e o assessor parlamentar do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), Mendherson Lima.


O inquérito contra Aécio e os outros três foi aberto após revelada uma gravação na qual o tucano pede R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, um dos sócios da JBS, sob a justificativa de que precisava pagar sua defesa na Lava-Jato. Andrea Neves teria intermediado o contato com o empresário. O diretor de Relações Institucionais da JBS, Ricardo Saud, também delator, entregou o dinheiro ao primo dos irmãos. Tanto Andrea quanto Frederico estão presos desde 18 de maio. A defesa do senador afirma que o pedido de dinheiro seria apenas "um empréstimo".

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