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Taxas de juros engatam viés de alta com riscos políticos

Os juros futuros negociados na B3 (antiga Bovespa) chegaram a fim da sessão desta sexta-feira com viés de alta, refletindo atitude mais defensiva de investidores diante de receios de novas reviravoltas no campo político ao longo do fim de semana.


Com o fluxo de estrangeiro em pausa após uma onda aplicadora na semana passada, a indefinição sobre o futuro do governo Temer - e, principalmente, em relação às reformas econômicas - acabou prevalecendo no mercado.


"A diferença agora é que o mercado não quer ficar à frente da curva, como ocorreu no começo do mês", diz o estrategista da Coinvalores Paulo Celso Nepomuceno. Ele se refere à série de revisões de baixa para a Selic em meio ao entendimento de que o Banco Central estava chancelando apostas em juros ainda menores.


No auge desse processo, a curva de DI chegou a precificar 1,25 ponto percentual de corte da Selic no encontro do Copom ocorrido nesta semana. Mas a crise política levou o BC a adotar postura mais cautelosa. Com isso, o Copom optou por reduzir a Selic em 1 ponto e sinalizou claramente que o próximo corte será de 0,75 ponto.


"O raciocínio agora é: se até o BC está mais defensivo, o mercado não tem muito espaço para ser ousado", acrescenta o estrategista.


A próxima semana será outra de agitação para os mercados, com especial atenção à terça-feira. Nesse dia, o Copom divulga a ata do encontro de política monetária desta semana. Também o TSE começa na terça-feira julgamento da chapa Dilma/Temer, vitoriosa nas eleições de 2014. A ação foi movida pelo PSDB, hoje aliado do governo, mas que à época acusou a chapa vencedora de abuso de poder político e econômico. A cassação da chapa é uma das formas pelas quais o presidente Temer poderia ser destituído do cargo, abrindo espaço para eleições indiretas.


Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro/2018 subia a 9,400% (9,385% no ajuste anterior).


O DI janeiro/2019 avançava a 9,540% (9,510% no último ajuste).


E o DI janeiro/2021 tinha alta a 10,550% (10,470% no ajuste de ontem).

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