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Dólar firma alta e alcança R$ 3,28 com incertezas na política

O câmbio brasileiro tem o pior desempenho em uma lista de 33 divisas globais na manhã desta segunda-feira. A desvalorização do real é ligeiramente maior que da lira turca e da coroa sueca. Os agentes financeiros no Brasil assumem posições mais defensivas à espera do julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que começa amanhã.


Com isso, é esperada alguma volatilidade nos ativos até que se tenha mais clareza sobre o cenário político e a retomada da agenda de reformas, principalmente, a previdenciária.


Às 11h33, o dólar comercial subia 0,89%, cotado a R$ 3,2830, na máxima.


O contrato futuro para julho, por sua vez, ganhava 0,90%, a R$ 3,2975.


Por ora, as cotações seguem dentro do intervalo de R$ 3,25 a R$ 3,30, que tem prevalecido após a divulgação das delações premiadas de executivos da JBS. Para operadores, os efeitos no mercado de câmbio dos desdobramentos da decisão são pouco claros, uma vez que não há consenso sobre a melhor alternativa para a retomada de agenda de reformas.


A leitura, por enquanto, é de que o dólar não deve disparar. Há percepção entre agentes financeiros de que existe a possiblidade de avanço das propostas reformistas.


A decisão do TSE é importante não só do ponto de vista jurídico, mas também em termos de apoio político. A postura da Corte deve ser fundamental para a decisão de partidos da base aliada, principalmente o PSDB, em permanecer ou retirar o suporte ao governo.

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