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Juros futuros sobem à espera de definição política e ata do Copom

Os juros futuros começaram a semana em alta, na véspera de uma terça-feira de importantes eventos no cenário político-econômico, que podem definir o futuro do governo Temer e, por tabela, das reformas.


Começa amanhã o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode cassar a chapa Dilma/Temer, vencedora das eleições presidenciais de 2014. Após o estouro da crise política, em meados de maio, o mercado passou a discutir que uma resolução do TSE contrária a Temer poderia ser a forma mais rápida e menos conturbada de o presidente deixar o posto.


À época, isso era visto como um meio de reabrir o caminho para aprovação da reforma da Previdência, sobretudo. Mas a resistência de Temer nas semanas seguintes e um aparente andamento dos projetos no Congresso alimentaram avaliações de que o governo ainda poderia obter a aprovação das medidas.


De toda forma, o que mais incomoda o mercado hoje é a sensação de que o imbróglio político pode persistir, atrasando mais as reformas. O embate pode se arrastar caso ministros do TSE peçam vistas do processo, o que obrigaria a remarcação do julgamento.


Em evento nesta segunda-feira em Brasília, o presidente Milchel Temer tentou passar mensagem de normalidade e de que o país segue em recuperação. Mas no mercado há intenso debate sobre se a permanência dele no poder seria benéfica a uma aprovação menos demorada das reformas econômicas.


No que será visto como outro teste à força do governo, a terça-feira conta ainda com a possibilidade de o texto da reforma trabalhista ser votado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), no Senado Federal, após acordo firmado na semana passada entre senadores da base e da oposição.


O mercado operou também na expectativa pela divulgação amanhã da ata do Comitê de Política Monetária (Copom). De forma geral, espera-se que o colegiado do Banco Central detalhe a discussão sobre o juro estrutural. No comunicado que acompanhou a decisão de política monetária da semana passada, o Copom disse que o aumento das incertezas em torno da "evolução do processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira dificulta" queda mais rápida das projeções da taxa de juros estrutural, tornando-as mais incertezas.


As apostas dos investidores indicam corte próximo de 0,75 ponto percentual da Selic no encontro do Copom a ocorrer em julho. E projetam também uma taxa básica de juros entre 9% e 9,25% ao fim deste ano - acima da taxa de 8,50% (mediana das previsões) colhida pelo BC com participantes do mercado para a pesquisa Focus.


Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro/2018 subia a 9,430% (9,405% no último ajuste).O DI janeiro/2019 avançava a 9,580% (9,550% no ajuste anterior).E o DI janeiro/2021 tinha alta a 10,620% (10,560% no último ajuste).

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