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Mercado prevê inflação menor e mantém aposta de juro em 8,5% em 2017

Os analistas do mercado financeiro voltaram a reduzir suas expectativas para a inflação deste ano e mantiveram as projeções para a taxa básica de juros ao fim de 2017, conforme o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central (BC). No documento anterior, as estimativas de inflação tiveram pequena alta, na sequência das revelações da delação da JBS envolvendo o presidente Michel Temer.


Agora, o mercado estima um aumento de 3,90% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano, menor que a taxa de 3,95% prevista no relatório anterior. Para 2018, a projeção continuou em 4,40% de alta. A previsão para o IPCA de maio, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará na sexta-feira, ficou estável em 0,46% de avanço.


As estimativas para a taxa básica de juro não mudaram e os analistas veem a Selic caindo para 8,50% ao fim deste ano e se mantendo neste nível até dezembro de 2018.


Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic em 1 ponto percentual, para 10,25% ao ano, citando aumento das incertezas sobre a aprovação das reformas, como a da Previdência e a trabalhista. Antes de a delação da JBS envolvendo o presidente Michel Temer vir à tona, a aposta era de uma redução de 1,25 ponto do juro na reunião de maio. O colegiado acenou ainda com uma diminuição moderada na próxima reunião, no fim de julho, o que pode implicar corte de 0,75 ponto.


Os analistas Top 5 de médio prazo reduziram suas projeções para o aumento do IPCA deste ano, de 3,70% para 3,64%, assim como do próximo calendário, de 4,30% para 4,20%. A expectativa para a Selic ao fim de 2017 saiu de 8,63% para 8,38% e para 2018 continuou em 8%.


Atividade


O Focus mostrou uma pequena melhora na estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, de 0,49% para 0,50%, mas trouxe revisão para baixo da previsão para a expansão da economia em 2018, de 2,48% para 2,40%.


Na quinta-feira passada, o IBGE informou que o PIB aumentou 1% n os três primeiros meses de 2017, na comparação com o quarto trimestre do ano anterior, interrompendo oito trimestres consecutivos de queda.


A avaliação, contudo, é que a economia deve seguir fraca ao longo do ano por causa das incertezas políticas e seus efeitos sobre juros, investimentos e emprego. Ontem, o Banco Mundial reduziu para 0,3% a projeção de crescimento da economia brasileira para 2017.


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