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Bancos estão preparados para qualquer tipo de choque, diz Febraban

Para o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal, o aumento das incertezas políticas, por enquanto, não teve impacto na economia real e os bancos estão preparados para enfrentar eventuais choques decorrentes do aumento de inadimplência de grandes grupos econômicos.


A Febraban não alterou sua projeção de crescimento do crédito neste ano, que deve ser de um a dois pontos percentuais.


Perguntado sobre o risco de inadimplência de empresas investigadas na operação Lava-Jato para o sistema financeiro, Portugal afirmou que os bancos têm uma provisão equivalente a 180% dos empréstimos não pagos e estão preparados para qualquer tipo de choque.


De acordo com relatório de Estabilidade Financeira divulgado pelo Banco Central, a taxa de inadimplência dos bancos está em 3,7% e, mesmo que suba para 15%, não colocaria o sistema financeiro em risco ou traria dificuldade para os bancos.


"A crise política aumentou as incertezas, mas ainda não afetou economia real. Vimos alguma deterioração contida dos indicadores financeiros, como taxa de juros de longo prazo, que passou de 9% para 11%, e no câmbio", afirmou Portugal no evento Ciab, congresso de tecnologia bancária da Febraban.


Portugal disse que espera a retomada do crédito neste ano, mas mais lentamente.


O presidente da Febraban afirmou que o projeto de criação de birô de crédito dos bancos está quase pronto e já foram contratados quatro executivos para gerir a empresa, cuja abertura está prevista para o inicio de julho. "Já tivemos autorização do Banco Central", disse. O prazo para a empresa se tornar operacional é de três a quatro anos.


Reformas e conta digital


O presidente da Febraban defendeu as reformas trabalhista e previdenciária, dizendo que elas são necessárias à economia brasileira.


"Não podemos deixar que as dificuldades nos impeçam de ver. Não podemos permitir que incertezas paralisem as reformas e dificultem o desenvolvimento", disse.


Portugal afirmou que o Brasil sempre enfrentou desafios e, "no fim deste momento, estará mais forte".


De acordo com a Febraban, o país já tem 1 milhão de contas digitais e a expectativa é que chegue a 3,3 milhões até o fim do ano.


Segundo Portugal, 57% dos 65 milhões de transações bancárias realizadas no país em 2016 se deram por meio do internet banking ou dos dispositivos móveis.


O executivo reiterou que os investimentos dos bancos em tecnologia totalizaram R$ 18,6 bilhões no ano passado, mesmo patamar de 2015.

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