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Bolsa sobe pouco com JBS e BR Malls; dólar tem leve baixa

A bolsa de valores brasileira tem leve alta, nesta terça-feira, enquanto boas notícias no campo das negociações de ativos corporativos distraem as atenções dos investidores das tensões políticas.


O Ibovespa avançava 0,34%, para 62.660 pontos, às 13h25.


A maior alta do índice é da JBS, que anunciou hoje a venda das suas unidades de carne bovina na Argentina, no Uruguai e no Paraguai para a Minerva. Há pouco, as ações da JBS disparavam 7,13%, para R$ 7,81, enquanto as da Minerva ganhavam 5,24%, a R$ 11,85.


A BR Malls também sobe depois de reportagem do jornal Valor afirmar que a empresa contratou o Itaú BBA para assessorá-la em um plano de fusão com a Aliansce. A BR Malls subia 1,10%, para R$ 11,95, enquanto a Aliansce avançava 6,15%, para R$ 14,88.


Entre as quedas, destacam-se as empresas cuja receita é atrelada ao dólar, por causa da queda da moeda americana, que alguns minutos atrás registrava desvalorização de 0,09%, a R$ 3,2845. Na maior baixa do Índice Bovespa, a Suzano perdia 1%, a R$ 15,79; a Fibria recuava 1,29%, a R$ 38,32.


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começa às 19h o julgamento que pode cassar a chapa Dilma Rousseff (PT)-Michel Temer (PMDB) vencedora da eleição presidencial de 2014, levando à remoção do atual chefe do Executivo do cargo. A aposta majoritária dos especialistas é de um placar favorável à administração federal, mas um pedido de vistas do processo pode estender o caso por um período de tempo difícil de estimar.


A maneira como a tensão em torno dessa decisão pode afetar o andamento das reformas que são vistas como essenciais para tirar o país da recessão é o grande foco de interesse dos analistas.


Já começou, na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE), a sessão para votação da proposta de reforma trabalhista. E, apesar dos rumores, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse hoje que a votação das mudanças no sistema de Previdência Social não ficará para o segundo semestre do ano.


Câmbio


O dólar opera em baixa moderada no início da tarde desta terça, mas já afastado das mínimas da sessão. Faltando algumas horas para o início do julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE, a moeda dá sinais de que a baixa pode não ser firme o suficiente para aguentar a ansiedade com a sessão na corte. Por outro lado, a divisa já testou o nível de R$ 3,30 mais cedo e mostra dificuldades em romper essa "resistência psicológica".


Desde o estouro da crise política, a moeda americana tem permanecido, em geral, dentro do intervalo de R$ 3,25 a R$ 3,30. Por isso, nas corretoras e consultorias, há quem recomende vendas quando o dólar se aproximar desse teto, pelo menos, até que se tenha mais clareza no meio político.


Ainda que de extrema relevância, a questão jurídica é apenas uma parte do imbróglio em Brasília. A dúvida entre agentes financeiros gira em torno da governabilidade e, principalmente, o andamento da agenda de reformas econômicas. Sinal dessa incerteza, ainda não está claro o futuro do apoio do PSDB ao governo de Michel Temer.


O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB-SP), defendeu nesta terça-feira que seu partido não precisa de cargos no Planalto para apoiar as reformas. Alckmin reiterou que o partido vai aguardar a decisão do Judiciário sobre a chapa para tomar sua decisão de manter ou não o apoio a Temer. "Essa é uma decisão nacional para tomarmos em seguida", disse. "É um momento de grande turbulência; não devemos agir de forma açodada."


Por volta das 13h25, o dólar comercial caía 0,07%, a R$ 3,2860, tendo oscilado entre a máxima de R$ 3,3020 e a mínima de R$ 3,2725. Com isso, a moeda seguiu próxima dos maiores patamares em duas semanas.


O contrato futuro para julho, por sua vez, recua 0,50 %, a R$ 3,3015.


Diante do ambiente de riscos, o Banco Central retomou os leilões de rolagem de contratos de swap cambial tradicional. Nesta terça-feira, foram vendidos os 8.200 contratos ofertados. Se mantido o ritmo até o fim do mês, o BC deve postergar o vencimento de todos os US$ 6,939 bilhões em contratos que expiram em 3 de julho. Ao todo, há no mercado US$ 27,763 bilhões em swaps ofertados pelo BC.


Juros


Os juros futuros voltam a registrar queda firme após a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. O documento enfatiza o ambiente de incertezas no país e os riscos para a agenda de reformas, que poderiam afetar a trajetória de queda da taxa Selic. No entanto, a percepção de parte do mercado é de que o tom adotado na ata é mais flexível e, com isso, alivia parte do conservadorismo dos agentes financeiros.


ODI janeiro/2018 caía a 9,350%, ante 9,420% no ajuste anterior, e o DI janeiro/2019 recua a 10,440%, ante 9,560% na mesma base de comparação. Entre vencimentos de curtíssimo prazo, o DI outubro/2017 caía a 9,680%, ante 9,730%.

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