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Juros futuros fecham em queda após divulgação de ata do Copom

As taxas de juros mais correlacionadas à política monetária tiveram nesta terça-feira a maior queda em 11 dias, após o mercado se ajustar ao entendimento de que a ata do Comitê Política Monetária (Copom) não fechou a porta para manutenção do ritmo de corte da Selic em julho.


Para analistas, o documento do Banco Central trouxe uma avaliação mais "equilibrada" do cenário para a política monetária. A crise política afeta as projeções estruturais para os juros, conforme reiterado pelo Copom na ata, mas pareceu mais claro ao mercado que os recentes eventos podem ter efeitos negativos sobre a atividade no curto prazo, o que é considerado desinflacionário.


Para o BofA, a ata trouxe um tom "ligeiramente mais 'dovish'" (voltado ao afrouxamento monetário) que o comunicado, divulgado na quarta-feria passada. O banco americano diz que o Copom lembra que a economia segue operando com baixa utilização da capacidade instalada e que a taxa de desemprego continua elevada. Além disso, o colegiado tornou a citar que o processo de desinflação se mantém difundido, "inclusive nos componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária".


"Embora um corte de 0,75 ponto percentual seja o mais provável em julho, a ata deu mais flexibilidade no caso de o BC querer manter o atual ritmo de redução do juro", afirma o BofA, referindo-se ao declínio de 1 ponto da Selic promovido na semana passada.


A ata do Copom endossa ainda avaliação da Votorantim Asset em relação investimentos prefixados. "Estamos confiantes de que há prêmio interessante na curva. (...) Se você imaginar que os juros podem cair a 8,5% e ficar nesse patamar todo o ano de 2018 é razoável pensar que há um bom espaço para queda das taxas de mercado", diz o estrategista-chefe de investimentos da gestora, Marcos De Callis.


O estrategista considera que não está descartada a hipótese de corte de 1 ponto percentual da Selic em julho, mas entende que o BC prefere reduzir o passo e eventualmente estender o ciclo.


Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro/2018 caía a 9,320% (9,420% no ajuste anterior).Ante o fechamento de ontem, a queda é de 8,5 pontos-base, a mais forte desde 26 de maio (-16,5 pontos).


O DI janeiro/2019 cedia a 9,390% (9,560% no último ajuste). Na mesma base de comparação, o alívio foi de 17 pontos, o mais intenso desde 26 de maio (-22 pontos).


E o DI janeiro/2021 recuava a 10,460% (10,610% no ajuste de ontem).

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