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Procuradores criticam ataques a Janot por defesa de Temer

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) emitiu nota de repúdio nesta terça-feira às declarações do advogado Gustavo Guedes - que representa o presidente Michel Temer - de que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, estaria tentando pressionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a condenar o pemedebista. "Os ataques beiram a calúnia", diz o texto assinado pelo presidente da entidade, José Robalinho Cavalcanti.


Em entrevista ao jornal "Folha de S.Paulo" no domingo, Guedes afirmou que Janot está atuando contra Temer às vésperas de seu julgamento no TSE, com o objetivo de constranger o tribunal diante da crise política instaurada com as delações de executivos do grupo JBS. A ação que pede a cassação da chapa que Temer compunha com Dilma Rousseff será retomada nesta terça-feira, às 19h, pelo plenário da Corte eleitoral.


O presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, afirmou repetidas vezes que, ainda que Temer seja investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de justiça, não cabe ao tribunal solucionar crises políticas. O julgamento será puramente jurídico, alertou o ministro.


Para a ANPR, Guedes optou por fazer uma análise política do trabalho de Janot, em vez de preocupar-se com questões técnicas. "A hipótese de Janot pressionar o TSE ofende os integrantes da Corte", diz a nota. "Janot já demonstrou diversas vezes o caráter impessoal com que exerce suas complexas atribuições. As ações são tomadas ao tempo e a hora, conforme estejam em condições jurídicas de serem desenvolvidas, e não de acordo com o calendário de quem quer que seja."

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