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Apreensão com cenário político afasta juros futuros das mínimas

Os juros futuros chegaram ao fim da tarde desta quarta-feira perto das taxas de ajuste de ontem, mas bem acima das mínimas de mais cedo. O movimento reflete um mercado apreensivo enquanto o TSE julga a validade da chapa Dilma/Temer, o que pode terminar com a retirada de Temer do poder.


Os relatos nas mesas de operações indica confiança na aprovação das reformas, mas mesmo operadores questionam a relativa tranquilidade dos preços. A sensação é que há mais "torcida" do que convicção de que os projetos de ajuste das contas públicas passarão pelo Congresso."Pode até haver reforma, mas ninguém sabe quando. O que se sabe é que será bem menos eficaz que o que se previa", diz um profissional de uma gestora.


O profissional de uma outra asset resume o sentimento atual. "Não dá para apostar contra, porque os ativos têm mantido um sangue frio. Mas apostar com vontade na queda do dólar e dos juros neste momento também parece bem fora da curva", afirma. "Na dúvida, fico zerado."


Sobre o julgamento do TSE, alguns no mercado dizem que a absolvição de Temer por um placar de cinco a dois lhe daria força para obter, na Câmara dos Deputados, o impedimento de denúncia a ser oferecida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Se menos de dois terços da Câmara votarem contra a abertura, o processo é encerrado.


A cassação do mandato de Temer já no julgamento do TSE, porém, também é vista por alguns profissionais como um meio de "destravar" o cenário político. "Nesse caso, pelo menos, a gente saberia que o Maia [Rodrigo Maia, presidente da Câmara] assumiria e tocaria a agenda de reformas", diz o segundo gestor consultado.


O primeiro profissional consultado, no entanto, diz que os "headlines" de Temer cassado fariam o mercado piorar. "A sensação de barco à deriva ficaria ainda mais clara", afirma.


Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro/2018 tinha taxa de 9,310% (9,315% no ajuste anterior). Mais cedo, bateu uma mínima de 9,270%.O DI janeiro/2019 indicava 9,400% (9,390% no último ajuste), após piso de 9,290%.


E o DI janeiro/2021 subia a 10,470% (10,450% no ajuste de ontem), depois de atingir 10,370%.

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