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Investidor reduz negócios de olho no TSE e Ibovespa fecha em queda

Os investidores reduziram os negócios enquanto acompanham a votação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que julga a chapa Dilma-Temer. A perspectiva é de que o TSE deve absolver a chapa e o presidente Michel Temer pode continuar no cargo e continuar com o programa de reformas estruturais. Mas a incerteza do mercado financeiro com a instabilidade política está longe do fim.


A Procuradoria Geral da República (PGR) espera a conclusão do laudo pericial da Polícia Federal (PF) sobre a gravação entre o presidente e o executivo da JBS, Joesley Batista, para oferecer denúncia contra o presidente. Na avaliação de aliados de Temer, se a PGR fizer uma denúncia contra o presidente, os parlamentares da base governista concentrarão suas energias para dar celeridade à análise do processo, deixando em segundo plano a votação da reforma da Previdência no plenário da Câmara dos Deputados.


Em meio às incertezas políticas, a estratégia dos investidores tem sido reduzir as operações. "Quem tem sustentado a alta da bolsa ainda são os estrangeiros. O local deu uma desanimada", diz Marco Tulli Siqueira, gerente de mesa Bovespa da Coinvalores. Até o dia 6 deste mês, oas estrangeiros já deixaram R$ 36 milhões no mercado de ações, segundo a B3.


O Ibovespa encerrou o pregão com baixa de 0,66% aos 62.756 pontos e giro financeiro de R$ 4,9 bilhões, abaixo da média diária do ano, que é de R$ 6,3 bilhões. Entre as ações mais negociadas, os destaques de alta ficaram com os papéis da Vale e das demais empresas siderúrgicas.


Hoje, saíram dados econômicos da China que mostram que o país continua em expansão, o que favorece a venda de minério de ferro para o país asiático. As exportações chinesas avançaram 8,7% ao ano em maio e as importações aumentaram 14,8% no mês passado. O saldo da balança comercial na China expandiu-se para US$ 40,81 bilhões em maio, ante US$ 38,05 bilhões no mês anterior. Os contratos futuros de minério de ferro negociados na China eram negociados em alta.


As ações PNA da Vale subiram 2,08%, os papéis ordinários tiveram alta de 2,16%, as ações da Gerdau Metalúrgica subiram 3%, a maior alta do dia, e as ações da Gerdau ganharam 2,46%. No caso da Vale ajudou na valorização dos papéis a notícia publicada por Ancelmo Gois, colunista de O Globo, de que o presidente da empresa, Fabio Schvartsman, pode reduzir o número de diretores executivos da companhia de seis para quatro, enquanto quatro diretores de departamento ficarão ligados a ele.


As ações da Petrobras fecharam com comportamentos opostos. Os papéis preferenciais caíram 0,23% e as ações ordinárias tiveram alta de 0,15%. Já as ações do sistema financeiro fecharam em baixa, com destaque para os papéis do Santander, que recuaram 3,04%.


A ação que mais caiu hoje foi a Copel, com queda de 7,69%. A empresa confirmou que planeja captar cerca de R$ 4 bilhões por meio de uma oferta de ações, mas ainda não há prazo para a operação.


No meio da tarde, a XP Investimentos divulgou o resultado de uma pesquisa com investidores institucionais sobre a expectativa deles para a bolsa de valores nos próximos dois meses. A pesquisa, que não divulga o número de entrevistados, mostrou que para 48% desses investidores o Ibovespa pode permanecer ou superar o patamar atual.


Por outro lado, para 38% dos entrevistados o índice deve ficar em um patamar abaixo de 60 mil pontos, sendo que 14% do total de entrevistados acredita na bolsa abaixo dos 57,5 mil pontos.


Entre os setores preferidos pelos investidores se destacam papel e celulose (45%), consumo (41%), financeiro (34%), óleo e gás (31%), serviços públicos e mineração (24%). Já o setor com maior viés negativo é o imobiliário (46%).

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