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Mercado de juro futuro tem dia morno, com investidores à espera do TSE

O mercado de juros futuros da B3 teve uma sessão bastante morna nesta quinta-feira, com investidores evitando alterar substancialmente posições em pleno julgamento da chapa Dilma-Temer do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).Até as 16h15, pouco mais de 837 mil contratos de DI haviam sido negociados, o que coloca a sessão de hoje a caminho de ser a menos movimentada desde 29 de maio.


Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro/2018 mostrava 9,320% (9,310% no ajuste anterior). O DI janeiro/2019 tinha taxa de 9,410% (9,400% no último ajuste). E o DI janeiro/2021 operava estável, a 10,470%.


Entre investidores, a avaliação é que a continuação de Temer na Presidência já está nos preços, o que sugere que a não cassação da chapa teria potencial limitado para mexer nos ativos. "O maior medo do mercado hoje é com eleições indiretas, porque isso aumentaria a chance de um rompimento da agenda reformista", diz o estrategista de renda fixa da Renascença, Pedro Barbosa.


O governo, porém, teria pouco tempo para comemorar um resultado favorável no TSE. Em seguida, o foco do Planalto se voltaria para a Câmara dos Deputados, em meio a perspectiva de que a Procuradoria Geral da República (PGR) ofereça denúncia contra o presidente, já investigado em inquérito autorizado peloSupremo Tribunal Federal. O presidente precisa de um terço dos votos da Câmara para impedir que o processo siga para oSTF.


Além disso, o risco de "fatos novos" continua como uma espada sobre o governo. Uma eventual delação do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci é vista por alguns analistas como o próximo "terremoto", por receios de que seus efeitos alcancem o setor bancário, principal "player" do mercado financeiro.


Amanhã, os mercados monitoram na abertura o IPCAde maio."Se a abertura do número vier boa, com baixa difusão, não descarto que o mercado comece a ficar dividido entre um corte de 0,75 ponto e de 1 ponto em julho, depois de o BC ter deixado essa porta aberta na ata do Copom", diz Barbosa, da Renascença.


Ontem, a FGV informou que o IGP-DIde maio caiu 0,51% ante abril, menor taxa para o mês em 14 anos.

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