De olho no TSE, dólar sobe e bolsa cai diante de incerteza política

Os participantes dos mercados financeiros nacionais operam com cautela nesta sexta-feira, esperando a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a respeito de irregularidades da chapa Dilma Temer na vitoriosa campanha de 2014. A expectativa é de que o julgamento seja concluído hoje, com um veredicto favorável para o governo. No entanto, a leitura é de que o placar deve ser apertado, com diferença de apenas um voto. Por isso, até que haja mais clareza, os investidores preferem evitar maior exposição.


Além do fator jurídico, o sinal de atenção dos investidores vem de riscos políticos à governabilidade de Michel Temer. Está prevista para segunda-feira uma definição do PSDB sobre a permanência ou desembarque do governo. Representantes do partido têm apontado que continuarão a defender a agenda de reformas mesmo se tirarem o apoio a Temer.




Câmbio




O dólar opera em alta moderada. A postura mais cautelosa dos investidores justifica a manutenção do dólar numa estreita banda, de R$ 3,25 a R$ 3,30, que prevalece nas últimas semanas.


Hoje, a oscilação não é diferente. Por volta das 13h20, o dólar comercial subia 0,31%, a R$ 3,2741. A divisa marcou R$ 3,2562 na mínima, atraindo compras de dólar no começo do dia, e subiu para R$ 3,2823 na máxima.


A postura mais defensiva também se dá pela proximidade do fim de semana, principalmente no ambiente de elevado fluxo de novidades vindas de Brasília. Os investidores têm receio de que sejam conhecidos "fatos novos", como novas delações premiadas.




Bolsa




Em meio ao suspense quanto ao TSE, o Ibovespa recuava 0,21%, para 62.623 pontos, já tendo subido 0,49% na máxima do dia até o momento.


A maior queda do principal índice acionário do mercado brasileiro é da Natura. A ação da empresa recuava 5,6%, depois de confirmar uma oferta de 1 bilhão de euros para comprar a rede The Body Shop da gigante francesa de cosméticos L?Oreal.


A JBS também caía com a notícia de que a sede empresa é alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) hoje, em meio às investigações de compra de dólares usando informação privilegiada. As ações do frigorífico perdiam 3,74%.




Juros




O mercado de renda fixa ganha confiança para apostar num corte menos conservador da Selic no próximo encontro do Copom. Os juros futuros operam em queda firme, principalmente nos vértices de médio e curto prazo da curva, diante de novos sinais de inflação fraca, trazidos pelo resultado mais baixo que o esperado do IPCA de maio. Entre os vencimentos pouco mais longos, as taxas recuam de forma pouco mais contida enquanto se aguarda a conclusão do julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


Divulgado mais cedo, o IPCA de maio teve alta de 0,31%. O resultado ficou abaixo da média de 0,46% estimada por economistas consultados pelo Valor Data.


Diante do resultado, a curva de juros precifica agora aproximadamente 75% de chances de um corte de 0,75 ponto, contra 25% para uma redução mais conservadora de 0,50 ponto.


O DI janeiro/2018 cai a 9,200%, ante 9,310% no ajuste anterior, e o DI janeiro/2019 recua a 9,260%, ante 9,410% na mesma base de comparação. Entre os vencimentos de curtíssimo prazo, o DI outubro/2017 marca 9,620%, de 9,675%.


O Di janeiro/2023 cai a 10,830%, ante 10,940% no ajuste anterior, e o DI janeiro/2025 recua a 11,050%, ante 11,130% na mesma base de comparação.

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