Ibovespa recua 0,48% em semana de cautela por julgamento no TSE

O tom de cautela da semana foi determinado pela expectativa com o julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o abuso de poder da chapa Dilma-Temer na eleição presidencial de 2014. A sexta-feira chega ao fim para o mercado financeiro sem conhecer conclusão do julgamento, que ainda segue em curso. Em uma semana de cautela, o investidor restringiu as operações e as transações ficaram concentradas no giro diário.


O Ibovespa encerrou o pregão com queda de 0,87%, aos 62.211 pontos e giro financeiro de R$ 5,7 bilhões. Na semana, o Ibovespa acumula queda de 0,48%. O pregão de hoje foi marcado também pela disputa entre investidores comprados e vendidos em opções do Ibovespa futuro, que vence na próxima quarta-feira. "Desde ontem, temos vistos grandes casas atuando de maneira mais agressiva na ponta vendedora, o que pode ser uma tentativa de influenciar o índice", diz um operador.


Normalmente, os investidores tomam suas posições e, conforme o vencimento do índice se aproxima, eles pressionam o Ibovespa para a direção que for conveniente ao seu contrato. Na segunda-feira, a B3 registrava 270.230 contratos em aberto de Ibovespa futuro. Hoje, esse número havia caído para 241.284 contratos, já indicando a rolagem para o próximo vencimento.


As notícias corporativas também movimentaram o pregão. As ações da JBS e da Natura tiveram as maiores quedas no dia. Os papéis da Natura recuaram 7,73% com a informação de que a empresa apresentou à francesa L'Oreal uma oferta vinculante para comprar todas as ações de emissão da The Body Shop Internacional e seu grupo de subsidiárias. A oferta avalia o objeto de compra em 1 bilhão de euros.


Os papéis da JBS recuaram 2,67% depois que a Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira a Operação Tendão de Aquiles para investigar a venda de ações de emissão da JBS S/A na bolsa de valores, por sua controladora, a empresa FB Participações S/A, no final do mês de abril, em período concomitante ao programa de recompra de ações da empresa, reiniciado em fevereiro de 2017, e a compra de contratos futuros de dólar na bolsa de futuros e a termo de dólar no mercado de balcão, entre o final de abril e meados de maio de 2017.


As ações do sistema financeiro fecharam em baixa e, pelo peso de sua participação no índice - de 24,52% - ajudaram a colocar o Ibovespa no terreno negativo. Os maiores recuos ficaram com os papéis do Banco do Brasil, que caíram 1,63% e as ações do Santander, que cederam 3,41%.


Já as ações ligadas ao setor de commodities fecharam com valorização. Os papéis preferenciais da classe da Vale subiram 0,78% e as ações ordinárias ganharam 1,04%. As ações preferenciais da Petrobras subiram 0,08% e os papéis ordinários ganharam 0,58%.

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