Ibovespa fecha em queda em meio a incertezas políticas

A semana mais curta, com o feriado na quinta-feira, e o vencimento de opções sobre o Ibovespa, na quarta-feira, trouxeram instabilidade ao mercado de ações. O Ibovespa encerrou o pregão com queda de 0,82% aos 61.700 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 5,5 bilhões.


Sem novas notícias políticas que pudessem alterar a trajetória do Ibovespa, a queda nas bolsas americanas aumentou o mau humor dos investidores. O índice Nasdaq recuou 0,52% aos 6.175 pontos, o S&P 500 teve baixa de 0,10% aos 2.429 pontos e o Dow Jones fechou em baixa de 0,17% aos 21.235 pontos. "A bolsa brasileira não tem nenhum motivo para subir, mas tem vários para cair", diz um operador.


A disputa entre investidores comprados e vendidos em opções do Ibovespa futuro têm trazido volatilidade ao mercado de ações desde a semana passada. Segundo operadores, a corretora JP Morgan foi a maior vendedora líquida de ações no pregão de hoje. "Normalmente, a JP Morgan é um dos maiores negociadores do Ibovespa futuro", diz um operador.


As questões políticas continuam no radar dos investidores. Há dúvidas sobre como o presidente Michel Temer vai conseguir apoio para aprovação das reformas estruturais. O PSDB se reúne hoje no começo da noite para discutir a permanência ou não no governo. O partido está dividido.


Nem mesmo notícias de que o governo federal poderia anunciar um pacote de bondades animou os investidores. Temer teria encomendado novas medidas com apelo popular ao ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira. O Valor antecipou que o governo estuda corrigir a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), a fim de dobrar a faixa de isenção, e de outro lado, tributar os dividendos. "Uma mudança no Imposto de Renda pode diminuir a arrecadação do governo e aumentar ainda mais o déficit fiscal", diz um operador.


Entre as ações mais negociadas, os destaques de queda ficaram com as ações dos bancos e da Vale. No caso dos bancos, segundo profissionais deste mercado, há o receio de que uma possível delação premiada do ex-ministro Antônio Palocci possa envolver diversas instituições financeiras. No setor, a ação que mais caiu foi a do Banco do Brasil, com baixa de 2,37%.


Os papéis PNA da Vale recuaram 1,94% e as ações ordinárias tiveram baixa de 1,68%. Já as ações preferenciais da Petrobras subiram 0,39% e os papéis ordinários ficaram estáveis em R$ 13,78.


Na ponta oposta, as maiores altas do dia ficaram com os papéis da Klabin, que subiu 1,40% e da Tim, que teve alta de 2,26%.


Exportadora, as ações da Klabin se beneficiam com a alta na cotação do dólar. O preço da moeda americana já subiu 2,32% neste mês e valia R$ 3,31.


As ações da Tim subiram depois que o Deutsche Bank revisou o preço-alvo para o papel para US$ 17 por recibo de ação nos Estados Unidos, uma valorização potencial de 14%. A equipe de analistas do banco afirma que o comendo da TIM Brasil tem tido sucesso ao cortar custos e migrar sua base de clientes de receitas instáveis para um modelo de receita previsível.

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