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Investidores vendem taxas e juro futuro fecha em queda nesta segunda

As taxas de DI fecharam esta segunda-feira longe das mínimas do dia, mas ainda mostraram comportamento mais "leve" que o câmbio, por exemplo.Segundo operadores, o fortalecimento do dólar no decorrer da tarde ditou maior demanda compradora. Prevalecem as dúvidas sobre como o governo conseguirá levar adiante a agenda de reformas tendo que gastar energia para se manter de pé. A moeda americana subia 0,56%, a R$ 3,3129, por volta das 16h10.


As apostas do investidores indicam uma Selic entre 8,50% e 8,75% ao fim deste ano. O juro básico está hoje em 10,25% ao ano.Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro/2018 caía a 9,145% (9,165% no ajuste anterior). Este DI oscilou entre 9,165% e 9,130%.


O DI janeiro/2019 cedia a 9,180% (9,210% no último ajuste), depois de variar entre 9,230% e 9,120%.O DI janeiro/2021 recuava a 10,280% (10,300% no ajuste anterior). A taxa oscilou entre 10,350% e 10,220%.


Alguns profissionais têm chamado a atenção para o movimento divergente no DI e no dólar. Hoje, enquanto o juro futuro com vencimento em janeiro de 2021 marcou 10,220%, mínima em quase quatro semanas, a moeda americana bateu R$ 3,3270 no mercado interbancário, máxima em três semanas.


Operadores comentam que o descolamento pode ocorrer porque o mercado não quer deixar de vender juros, diante da possibilidade de um BC mais "dovish" (voltado para o afrouxamento monetário). Por outro lado, com persistentes riscos políticos, os agentes buscam "hedge" no mercado de câmbio.


Nesta segunda-feira, os juros futuros conseguiram evitar alta diante da possibilidade de que dados macroeconômicos corroborem expectativas de que o Banco Central ainda tenha espaço para continuar promovendo cortes intensos na Selic. Para esta semana, o mercado aguarda um importante conjunto de indicadores: vendas no varejo de abril (amanhã), pesquisa de serviços de abril (quarta-feira) e IBC-Br de abril, previsto para sexta-feira.


O mercado monitorou ainda a participação de dirigentes do Comitê de Política Monetária (Copom) numa série de reuniões com profissionais do mercado financeiro em São Paulo. Relatos iniciais dão conta de que pelo menos os participantes dos encontros demonstraram mais preocupação com a atividade e a inflação, o que endossa a percepção de mais espaço para queda da Selic.


E números da pesquisa Focus deram mais gás a essa discussão. A mediana das estimativas para o IPCA 2017 caiu pela segunda semana consecutiva, de 3,90% para 3,71%. O prognóstico para 2018 recuou de 4,40% para 4,37%. A projeção do mercado para o IPCA de junho recuou de +0,20% para zero. E as previsões para o PIB caíram tanto para 2017 quanto para 2018.

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