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Juros futuros têm maior alta em 12 dias, com varejo e receio político

As taxas de juros tiveram nesta terça-feira a maior alta em 12 dias, ganhando fôlego ao longo da tarde à medida que investidores corrigiram quedas recentes e levaram em conta o cenário ainda incerto para as reformas econômicas.Mais cedo, os DIs chegaram a cair com a notícia de que o PSDB havia decidido, na noite de segunda-feira, permanecer na base aliada do governo. A informação agradou ao mercado, já que a legenda é a maior a apoiar o presidente Temer, fora o PMDB.


Porém, ao longo da sessão, os agentes financeiros foram se apegando a outras informações. Segundo o senador José Serra (PSDB-SP), que foi ministro das Relações Exteriores de Temer, os tucanos decidiram ficar no governo até que novos fatos surjam. Fica o receio, portanto, de que novas denúncias contra Temer fortaleçam o racha entre os tucanos, o que mantém o clima de incerteza em torno da aprovação das reformas.


O próximo desafio de Temer é na Câmara dos Deputados. O presidente precisa de um terço dos votos da Casa para impedir que uma eventual denúncia contra ele a ser oferecida pela PGR seja levada ao STF.


Os mercados monitoraram ainda novas reuniões de diretores do Banco Central com economistas, desta vez no Rio de Janeiro. Segundo um participante do encontro, a percepção geral dos economistas presentes é que a agenda de reformas deve ser retomada "com força" a partir de agosto, quando Temer provavelmente já terá superado pressões da Procuradoria-Geral da República (PGR) e garantido mais governabilidade.


"Há consenso de que o desemprego vai continuar alto e que isso vai continuar 'ajudando' a colocar a inflação para baixo", diz a fonte. As impressões colhidas nas reuniões ajudam a compor o Relatório Trimestral de Inflação (RTI), cuja próxima edição será divulgada até o fim do mês.


Entre as taxas mais curtas, o ganho de prêmio também ocorreu na esteira de dados melhores do setor de varejo. De acordo com o IBGE, o volume de vendas no varejo restrito subiu 1% em abril contra março, já descontando a sazonalidade. É o melhor resultado para o mês desde 2006. Os dados de março e fevereiro foram revistos para cima.


Após os resultados, o Bradesco melhorou sua estimativa para o desempenho do PIB no segundo trimestre. O banco agora espera retração de 0,3%, ante -0,4% no cenário anterior. "Com os dados disponíveis até o momento, projetamos estabilidade do IBC-Br de abril, a ser divulgado na próxima sexta-feira. A projeção ainda pode mudar com a divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), a ser realizada amanhã", diz o banco em nota.


As apostas dos investidores cravam corte de 0,75 ponto percentual da Selic no encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) em julho. Dias atrás, o corte de 1 ponto chegou a 36% das indicações.


Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro/2018 subia a 9,205% (9,150% no ajuste anterior). Sobre o fechamento de ontem, a alta é de 5 pontos-base, a mais intensa desde 1º de junho (14 pontos).


O DI janeiro/2019 avançava a 9,260% (9,180% no último ajuste). A alta de 8 pontos ante o encerramento de ontem é a maior também desde 1º de junho.O DI janeiro/2021 tinha alta a 10,360% (10,270% no ajuste de ontem). O acréscimo de 9 pontos sobre ontem é o mais intenso desde 1º de junho.

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