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Volume de vendas no varejo sobe 1% em abril, mostra IBGE

(Atualizada às 10h50) O volume de vendas no varejo subiu 1% entre março e abril, já descontados os efeitos sazonais, mostrou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o melhor resultado para abril desde 2006, quando houve alta de 1,1%. Em abril de 2008, o varejo também tinha registrado elevação de 1%.


O dado de março foi revisado de queda de 1,9% para recuo de 1,2%. Também houve alteração o resultado de fevereiro, de queda de 1,6% para baixa de 0,4%. Em janeiro, por sua vez, a alta nas vendas varejistas foi menor - em vez de 6%, ficou em 5,5% após nova revisão.


Perante abril de 2016, o varejo cresceu 1,9%, o que interrompeu 24 meses de quedas seguidas nesse tipo de comparativo. No acumulado do ano, o setor apresentou queda de 1,6%. Nos 12 meses encerrados em abril, houve decréscimo de 4,6%.


O resultado de abril veio melhor que a média estimada pelo Valor Data, apurada junto a 17 economistas e instituições financeiras, de queda de 0,4%. O intervalo das estimativas variavam de alta de 1,3% a recuo de 1,6%.


A principal influência positiva partiu do setor de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que apresentou aumento de 0,9% nas vendas, após 6% de queda acumulada nos dois meses anteriores.


Também tiveram taxas positivas Tecidos, vestuário e calçados (3,5%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (10,2%).


Por sua vez, no campo negativo, apareceram Combustíveis e lubrificantes, com recuo de 0,8%, Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, com queda de 0,4%; Livros, jornais e papelaria, com declínio de 4,1%; e Móveis e eletrodomésticos, com baixa de 2,8%.


O IBGE também informou que a receita nominal do varejo subiu 1,3% entre março e abril. No confronto com abril de 2016, a receita nominal do varejo teve alta de 3,4%. No primeiro quadrimestre de 2017, houve aumento de 1,5% e, em 12 meses, foi registrado avanço de 3,4%.


No varejo ampliado, que inclui as vendas de veículos e motos, partes e peças, e material de construção, o volume de vendas subiu 1,5% na comparação com março, já descontados os efeitos sazonais. Foi o melhor abril desde 2008, quando cresceu 2,4%.


O dado de fevereiro foi revisado de elevação de 0,6% para alta de 0,2%. Em março, o resultado passou de queda de 2% para retração de 0,8%.


Os analistas esperavam crescimento de 0,4% para o volume de vendas do ampliado na passagem do terceiro para o quarto mês de 2017.


No confronto com abril de 2016, o volume de vendas do varejo ampliado diminuiu 0,4%. No ano até abril, as vendas recuaram 1,8% e, em 12 meses, cederam 6,3%.


A receita nominal do varejo ampliado subiu 2,3% em abril, perante o mês anterior, e 0,7% em relação ao quarto mês de 2016.


De janeiro a abril, a receita teve elevação de 0,3% sobre o mesmo período do ano passado. Em 12 meses, encolheu 0,4%.



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Índices regionais


Entre março e abril, as vendas do varejo aumentaram em 14 das 27 unidades da federação, com destaque para São Paulo, maior mercado consumidor do país, onde houve alta de 8,2%.


Outros destaques foram Goiás (4,1%), Acre (3,6%) e Amazonas (2,6%). As maiores taxas negativas são de Tocantins (-10,3%), Rondônia (-2,4%) e Sergipe (-2,0%), enquanto no Rio de Janeiro (-0,1%) o varejo ficou praticamente estável.


Na comparação com abril de 2016, o aumento do volume de vendas no varejo alcançou 13 das 27 unidades da federação, sobressaindo Santa Catarina (24,5%) e Amazonas (9,9%). Em São Paulo, as vendas subiram 1,7%.


No comércio varejista ampliado, 17 Estados apresentaram variações negativas para o volume de vendas, na comparação com o mesmo mês do ano passado. As maiores quedas ocorreram em Rondônia (-11%), Goiás (-10,5%) e Piauí (-9,8%). Quanto à participação na composição da taxa do comércio varejista ampliado, destaque negativo coube a São Paulo (-3,1%).

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